sexta-feira, 1 de abril de 2011

Deus abençoa a mentira?



 As parteiras hebréias mentiram ao Faraó? Como, pois, elas foram abençoadas por Deus?

Resposta: O texto que suscita essa pergunta é Êxodo 1:15-22 (tire um tempo e leia o texto em sua Bíblia). Em sua segunda tentativa de aniquilar os hebreus, Faraó chama Sifrá e Puá, parteiras hebréias, e lhes manda que, ao ajudarem no parto, verifiquem se a criança é do sexo masculino ou feminino. Se fosse menina, poderia ser deixada viva; se fosse, porém, menino, deveria ser morto. É dito que as parteiras “temeram a Deus” e não fizeram o que Faraó ordenara. Ao serem interrogadas pelo monarca, as parteiras apresentaram sua desculpa para o crescimento da população masculina entre o povo israelita: disseram que as mulheres hebréias, por serem fortes, conseguiam dar à luz antes mesmo de sua chegada (o que, para alguns, constitui-se numa mentira, embora o texto bíblico não deixe isso claro). Em seguida, o texto conta como estas parteiras foram abençoadas de maneira especial por Deus e o novo plano de Faraó para aniquilar os meninos hebreus.
Muitos têm reputado a resposta das parteiras como mentira e se perguntado como Deus pôde concordar com sua conduta abençoando-as. Gostaria de propor uma solução para este aparente problema com base em minha pesquisa sobre o assunto.
A população hebraica era mui numerosa, sendo esse um dos motivos para a perseguição iniciada por Faraó (Êxodo 1:9). Duas parteiras dariam conta do recado? O texto diz que Faraó chamara as parteiras hebréias das quais uma se chamava Sifrá e outra Puá. Portanto, havia outras parteiras. A política egípcia se organizava de tal maneira que cada setor da sociedade possuía um ou mais superintendentes. Faraó lidava com essas pessoas e não com todos os indivíduos de uma determinada classe. Assim, ao chamar Sifrá e Puá, o Faraó estava chamando as líderes de um grupo maior.
É importante estabelecer esse fato, pois alguns comentaristas sugerem que a desculpa das parteiras seria plausível dado o fato de que eram apenas duas parteiras para todas as mulheres israelitas. Contudo, este não é o caso, conforme o texto deixa claro.
O verso 17 dá a motivação para a atitude das hebréias: elas temeram a Deus. Em outras palavras, sua atitude foi igual à de Pedro e os discípulos quando confrontados pelo Sinédrio para que não falassem sobre Jesus (Atos 5:29). Obedecer a Deus era mais importante, para Sifrá e Puá, do que obedecer ao Faraó.
Além disso, o verso 17 diz que elas não fizeram como o Faraó ordenara. Ou seja, fizeram outra coisa, menos obedecer ao monarca. Minha proposta é que leiamos o restante do texto à luz dessas duas premissas: o temor das parteiras e sua atitude de não conformidade com a ordem de Faraó.
Os versos 18 e 19 mostram Faraó confrontando as parteiras e a resposta que lhe foi dada. Podemos notar que não há indicação no texto de que o relato das parteiras fosse reputado como mentira: era perfeitamente plausível que antes que alguma parteira chegasse, o trabalho de dar a luz já tivesse ocorrido sem sua ajuda.
Minha proposta é que vejamos a resposta de Sifrá e Puá como uma explicação real para seu procedimento. Dado que o texto informa que elas tomaram outra atitude que não aquela esperada pelo rei, é possível que, ao invés da ajudar as parteiras hebréias no trabalho de parto, elas tenham se eximido de fazê-lo ou demorado em atender aos pedidos de ajuda para que as crianças nascessem sem sua supervisão.
É claro, nem todos concordam (ou concordarão) comigo. Se entendermos que as parteiras mentiram, resta ainda o fato de que o texto não diz que elas foram abençoadas porque cometeram um pecado menor (mentir) do que um maior (matar). O verso 21 destaca que elas foram abençoadas porque “temeram a Deus.” A ênfase no texto está na disposição destas mulheres em reverenciar o verdadeiro Deus, não a Faraó. Em outras palavras, poderíamos dizer que Deus as abençoou apesar de terem mentido. Talvez, o maior exemplo disso seja o autor deste texto: tenho recebido muitas bênçãos de Deus, não porque escolhi obedecer em alguns pontos e noutros não, mas porque, apesar das minhas falhas, Ele ainda me ama e quer o melhor pra mim.

Apostila de Hermenêutica


Para conferir a apostila por completo CLIQUE NA SETA, LOCALIZADA NO CANTO.

segunda-feira, 14 de março de 2011

BREVE HISTÓRIA DOS BATISTAS


Seja Bem vindo a nossa igreja , seja bem vindo entre os batistas.O objetivo deste texto é queque você conheça melhor nossa denominação, um pouco de nossa origem , história e doutrinas distintivas. Logo de início é bom que fique claro que nós os batistas não somos daqueles que crêem que somos apenas nós os eleitos por Deus para a salvação , “de todas as tribos , povos e raças , muitos virão te adorar “(Ap. 7:9-10) , isto inclui também de muitas denominações , o Reino de Deus não se restringirá a uma denominação cristã , o Reino é para os fiéis.
ORIGEM DOS BATISTAS
Há pelo menos três correntes, mas a mais aceita é de que os Batistas tiveram origem no século XVII, entre os ingleses. Na segunda metade do século XVI, pequenos grupos de puritanos tornaram-se impacientes em relação à reforma dentro da igreja Anglicana.
Finalmente, romperam com a igreja oficial da Inglaterra, tornando - se conhecidos como separatistas. Aqueles entre eles que acreditavam no batismo só de crentes tornaram-se os pioneiros do que, finalmente, veio a tornar-se uma denominação separada, com o nome de batistas. Esses puritanos também defendiam a forma de governo eclesiástico democrático, um outro típico princípio batista. John Smith, anteriormente pregador anglicano de Lincoln, na Inglaterra, tornou-se um ministro separatista. Os anos entre 1640 e 1660 foram de grande ênfase das igrejas batistas, e desenvolvimento. A liberdade religiosa tornou-se uma grande ênfase das igrejas batistas, e muitos crentes batistas foram aprisionados ou tiveram seus bens confiscados. John Bunyan (Autor de O Peregrino) foi um deles, confinado 12 anos em prisões. O ímpeto reavivalista e de missões entre os batistas deveu-se a Adoniram Judson e William Care em especial.

OS BATISTAS NO BRASIL
Em 1882, quando foi organizada a Primeira Igreja Batista do Brasil, em Salvador, BA, voltada para evangelização do Brasil, já existiam outras duas igrejas batistas organizadas por imigrantes americanos, uma em Santa Bárbara do Oeste e outra em Americana, SP. Os casais de missionários norte americanos, recém chegados ao Brasil, William Buck Bagby e Anne Luther Bagby, os pioneiros e Zacharias C. Taylor, Kate S. Crawford, auxiliados pelo ex-padre Antônio Teixeira de Albuquerque, batizado em Santa Bárbara do Oeste, decidiram iniciar sua missão em Salvador, Bahia, então com 250.000 habitantes. A igreja lá foi organizada em 15 de outubro de 1882. Em 1907 foi organizada a Convenção Batista Brasileira e muitas entidades da CBB como Junta de Missões Mundiais e Junta de Missões Nacionais e seminários. Hoje somos, em números aproximados,  1 milhão de membros,  6.000 igrejas, 4.000 congregações,  7.000 pastores e 9.000 seminaristas para a glória de Deus em 30 convenções estaduais/regionais filiadas a CBB!


 
PRINCÍPIOS DA FÉ BATISTA

ü  Autoridade da Bíblia – Crêem os batista em toda a Bíblia, e no NT como a única regra de fé e prática (conduta). Crêem na inspiração total das escrituras e na sua inerrância e não reconhecem nenhuma outra literatura paralela as Escrituras .
ü  Separação entre a Igreja e o Estado - dentro deste principio está a liberdade religiosa.
ü  Igreja – como uma comunidade local democrática e autônoma, formada de pessoas regeneradas e biblicamente batizadas, tendo Cristo como o Cabeça.
ü  A absoluta liberdade de consciência dos membros.
ü  O Sacerdócio Universal dos Salvos, a responsabilidade individual diante de Deus.
ü  As Ordenanças: O Batismo e a Ceia do Senhor são as duas ordenanças da igreja estabelecidas pelo próprio Senhor Jesus Cristo no NT, sendo ambas de natureza simbólica.
Tenha uma boa semana e fique na graça.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Teoria da Historia I

Atenção Alunos da FAT 
Para baixar a Apostila de Teoria da Historia no formato .doc, clique no link abaixo.
 

Pastores e Lobos

Sobre pastores e lobos (µ)
 Pastores e lobos têm algo em comum: ambos se interessam e gostam de ovelhas, e vivem perto delas. Assim, muitas vezes, pastores e lobos nos deixam confusos para saber quem é quem. Isso porque lobos desenvolveram uma astuta técnica de se disfarçar em ovelhas interessadas no cuidado de outras ovelhas. Parecem ovelhas, mas são lobos.
No entanto, não é difícil distinguir entre pastores e lobos. Urge a cada um de nós exercitar o discernimento para descobrir quem é quem:
Ø  Pastores buscam o bem das ovelhas, lobos buscam os bens das ovelhas.
Ø  Pastores gostam de convívio, lobos gostam de reuniões.
Ø  Pastores vivem à sombra da cruz, lobos vivem à sombra de holofotes.
Ø  Pastores choram pelas suas ovelhas, lobos fazem suas ovelhas chorar.
Ø  Pastores têm autoridade espiritual, lobos são autoritários e dominadores.
Ø  Pastores têm esposas, lobos têm coadjuvantes.
Ø  Pastores têm fraquezas, lobos são poderosos.
Ø  Pastores olham nos olhos, lobos contam cabeças.
Ø  Pastores apaziguam as ovelhas, lobos intrigam as ovelhas.
Ø  Pastores têm senso de humor, lobos se levam a sério.
Ø  Pastores são ensináveis, lobos são donos da verdade.
Ø  Pastores têm amigos, lobos têm admiradores.
Ø  Pastores se extasiam com o mistério, lobos aplicam técnicas religiosas.
Ø  Pastores vivem o que pregam, lobos pregam o que não vivem.
Ø  Pastores vivem de salários, lobos enriquecem.
Ø  Pastores ensinam com a vida, lobos pretendem ensinar com discursos.
Ø  Pastores sabem orar no secreto, lobos só oram em público.
Ø  Pastores vivem para suas ovelhas, lobos se abastecem das ovelhas.
Ø  Pastores são pessoas humanas reais, lobos são personagens religiosos caricatos.
Ø  Pastores vão para o púlpito, lobos vão para o palco.
Ø  Pastores são apascentadores, lobos são marqueteiros.
Ø  Pastores são servos humildes, lobos são chefes orgulhosos.
Ø  Pastores se interessam pelo crescimento das ovelhas, lobos se interessam
pelo crescimento das ofertas.
Ø  Pastores apontam para Cristo, lobos apontam para si mesmos e para a
instituição.
Ø  Pastores são usados por Deus, lobos usam as ovelhas em nome de Deus.
Ø  Pastores falam da vida cotidiana, lobos discutem o sexo dos anjos.
Ø  Pastores se deixam conhecer, lobos se distanciam e ninguém chega perto.
Ø  Pastores sujam os pés nas estradas, lobos vivem em palácios e templos.
Ø  Pastores alimentam as ovelhas, lobos se alimentam das ovelhas.
Ø  Pastores buscam a discrição, lobos se autopromovem.
Ø  Pastores conhecem, vivem e pregam a graça, lobos vivem sem a lei e
pregam a lei.
Ø  Pastores usam as Escrituras como texto, lobos usam as Escrituras como
pretexto.
Ø  Pastores se comprometem com o projeto do Reino, lobos têm projetos
pessoais.
Ø  Pastores vivem uma fé encarnada, lobos vivem uma fé espiritualizada.
Ø  Pastores ajudam as ovelhas a se tornarem adultas, lobos perpetuam a infantilização das ovelhas.
Ø  Pastores lidam com a complexidade da vida sem respostas prontas, lobos lidam com técnicas pragmáticas com jargão religioso.
Ø  Pastores confessam seus pecados, lobos expõem o pecado dos outros.
Ø  Pastores pregam o Evangelho, lobos fazem propaganda do Evangelho.
Ø  Pastores são simples e comuns, lobos são vaidosos e especiais.
Ø  Pastores têm dons e talentos, lobos têm cargos e títulos.
Ø  Pastores são transparentes, lobos têm agendas secretas.
Ø  Pastores dirigem igrejas-comunidades, lobos dirigem igrejas-empresas.
Ø  Pastores pastoreiam as ovelhas, lobos seduzem as ovelhas.
Ø  Pastores trabalham em equipe, lobos são prima-donas.
Ø  Pastores ajudam as ovelhas a seguir livremente a Cristo, lobos geram ovelhas dependentes e seguidoras deles.
Ø  Pastores constroem vínculos de interdependência, lobos aprisionam em vínculos de co-dependência.

Os lobos estão entre nós e é oportuno lembrar-nos do aviso de Jesus Cristo: “Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós disfarçados em ovelhas, mas interiormente são devoradores (Mateus 7:15).
(µ) = Recebi por e-mail, consta como autor o Pr. Osmar Ludovico da Silva, conferencista e autor do livro Meditatio. Li, gostei e transcrevo, fazendo alteração da forma.