sexta-feira, 7 de junho de 2013

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Saudação ao amanhecer

Concentra-te neste dia que desponta!
Pois ele é vida,
A própria vida em seu breve curso.
Jazem nele todas as verdades e realidades
De tua existência:
A felicidade do crescer,
A gloria do agir,
O esplendor da beleza;
Pois o dia de ontem é apenas um sonho
E o amanha é uma visão,
Mas o dia de hoje bem vivido,
Torna cada dia passado um sonho de felicidade
E cada manha uma visão de esperança.
Concentra-te, portanto, neste dia!
Neste dia maravilhoso que desponta.


(Do sânscrito, autor desconhecido, ano 300) 

Terminologia religiosa (1)


Marcus Vinícius – Organização.


Religião: Conjunto de crenças, leis e ritos, que dizem respeito a um ser considerado pelo homem como Supremo, do qual se julga dependente e com a qual pode entrar em relação pessoal.

Deísmo: Crença num deus sem atributos morais e intelectuais. Este deus não intervém na criação e também não se manifesta.

Teísmo: Crença num deus, distinto dos outros seres, pertencente a uma ordem transcendental. Ele é o criador do mundo e é o princípio da vida.

Panteísmo: Tudo é deus. A natureza, o universo e deus são a mesma coisa.

Ateísmo: Deus não existe. É o contrário do teísmo.

Animismo: Atribui alma (espírito) a todos os objetos e fenômenos naturais. E estes, em certos casos e em determinadas condições, podem entrar em contato direto com o homem.

Magismo: Afirma a existência de uma força ou poder escondido, superior às forças naturais; certos homens podem apropriar-se dele e assim produzir efeitos extraordinários. Magia branca – a que procura o bem da pessoa, magia negra – a que é usada par prejudicar a pessoa.

Manismo: Culto às almas dos defuntos, para os quais se costuma  oferecer sacrifícios.

Cosmovisão: Concepção do mundo e da vida humana.

Empirismo: A experiência é a única forma de conhecimento.

Totemismo: Crença na existência de um “parentesco” entre uma tribo ou família e uma espécie de animal ou vegetal.
Fetichismo: Culto de objetos materiais, considerados às vezes como encarnação de um espírito, ou, em, ligação com ele, capazes de determinadas virtudes.

Mitologia: História fabulosa dos deuses, semideuses e heróis da antiguidade grego-romana. É também o conjunto dos mitos próprios de um povo, de uma civilização, de uma religião.

Mito: Narrativa de significação simbólica e referente a deuses encarnados das forças da natureza e/ou de aspectos da condição humana. Pode ser entendido também como representação de fatos ou personagens reais, exagerada pela imaginação popular, pela tradição, etc.

Teodicéia: É a especulação filosófica para provar a existência de Deus.

Epifania: Para os gregos significa o aparecimento repentino de uma divindade salvadora.

Teofanias: Manifestação extraordinária de Deus, uma fala de deus, uma aparição dele, sinais pelos quais ele se revela em fatos da história da salvação ou nos seus profetas.

Teogonias: É a geração ou nascimento dos deuses, semideuses e heróis.

Cosmogonia: É a narração do nascimento, a finalidade e o perecimento de todos os seres sob a ação dos deuses.



"O valor das coisas não está no tempo em que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis." (Fernando Pessoa).

TEOLOGIA E VIVÊNCIA

Texto elaborado para uso em aula pelo Prof. Marcus Vinícius


Teologia cristã, sincera e vital, tem como alvo o conhecimento de Deus e do homem. A relação entre o Criador e a Criatura se torna possível pela comunhão que se resulta da revelação que Deus oferece de si mesmo.
Comunhão, podemos assim dizer, significa participar na união vital com Deus por intermédio do Espírito Santo. Esta interação deve ser reconhecida entre duas pessoas inteiras. Insultamos a pessoa do Espírito se sua presença nunca pode ser percebida porque somente existe no subconsciente. Por outro lado, argumentar que o espírito vem com tal força que aniquila a personalidade através de uma espécie de “possessão”, não passa de um insulto a personalidade humana.  A experiência de cristãos que desejam santificação se caracteriza por uma busca pelo controle divino mais estreito sobre nossos desejos, ambições e tempo.
Calvino, na sua exposição do credo dos apóstolos, intitulada “Instrução na fé” disse, “Quando somos ensinados a crer no Espírito Santo, somos também mandados a esperar dele o que dele as Escrituras afirmam. Do Espírito podemos esperar o fruto que caracterizava a própria personalidade de Jesus Cristo.” Pelo Espírito mortificamos os feitos do corpo “passa de teoria para vivência, somente na hora que mudanças reais marcam nossas ações e reações. A promessa que acompanha essa verdade,” certamente vivereis “(Romanos 8:13), nos lembra Tiago. Fé sem obras deve ser sepultada e esquecida sem qualquer marca no túmulo.
As obras da carne tais como impureza, lascívia, ciúme, ressentimentos, vingança, cobiça e ira não podem conviver em harmonia com o Espírito de santificação ( Gálatas 5:19-20). Até aqui todo estudante concorda, em tese.
Aceitamos intelectualmente a convivência do espírito de deus com nosso espírito pecaminoso, herdado de Adão, porque perfeitamente qu uma conversão, mesmo das mais radicais, é somente parcial. Racionalizamos, portanto, que se nesta vida terrena nunca venceremos, para quê esforçarmos muito na corrida pela santificação (Hebreus 12:14)?
João Owen (1616 – 1683) refletiu acerca deste tema, deixando-nos o seguinte conselho: “Traga a tua paixão ilícita ao evangelho, não para alcançar alívio, para maior convicção da culpa; olhe para Ele que tu transpassaste e fica amargurado. Fala para tua alma” Que é que eu fiz? Que amor, que misericórdia, que sangue, que graça desprezei?  Seria este o retorno que faço ao Pai pelo seu amor, ao Filho pelo seu sangue e ao Espírito por sua graça?... tenho maculado o coração que Cristo morreu para lavar e o Espírito tem escolhido para habitar?”
Estas palavras mostram que as verdades concretas e históricas do evangelho, não podem ser desligadas da vida de quem crê nessa palavra regeneradora. O Espírito e a palavra juntos cooperam para convencer de que a prática das obras da carne resultará na perda da herança no Reino de Deus (Gl.5:21; I Cor. 6:9-10; Ef.5:3-5).
E não é apenas o abandono de “feitos do corpo” ou “obras da carne” que marcam a vida do cidadão do céu. Do lado positivo aparecerão frutos de arrependimento (Mt. 3:8). O propósito da criação do homem na imagem  divina é afirmado em vários textos, mas em nenhum tão claramente como em Romanos 8:29. O Senhor Jesus Cristo não viveu neste mundo apenas evitando o mal. Pedro expôs na casa de Cornélio, “como deus ungiu a Jesus de Nazaré com o espírito santo e poder, o qual andou por toda parte fazendo o bem ...(Atos 10:38).
Uma teologia que não tem nada a dizer sobre santidade positiva, amor prático e obras boas, consequência da vinda do Espírito para residir no corpo do cristão, não é bíblica. Pode ser erudita, convincente, liberal, mas não fica marcada pela sabedoria que vem “lá do alto” (Tg. 3:17). Professor Paul Tillich tem nome entre os teólogos gigante de nosso século. Após sua morte sua esposa confessou que ela tinha concordado com ele a despeito do fato que ele tinha uma amante. O Espírito de Cristo, o autor da vida de Jesus Cristo, dentro da igreja corporalmente e individualmente, dificilmente endossaria tal contradição entre teologia e vida. No processo montado contra Jesus pelos oficiais do templo, o sinédrio e o sumo sacerdote, nada constou de algum malfeito cometido por ele. Os evangelhos são repletos de relatos de sua bondade. Foi acusado de malfeitor, mas um entre os que melhor lhe conheciam declarou, “não cometeu pecado” (I Pe.2:22). Mostrou integralmente como deus quis que o homem vivesse no contesto da Palestina no século primeiro.
Conclusão. A teologia deve constantemente contextualizar a fé de maneira bíblica e relevante. O teólogo deve tentar responder a pergunta: “Como devem viver os cristãos brasileiros de maneira que a luz que Deus é seja refletida a todos?”. A vida é uma “carta de Cristo conhecida e lida por todos os homens” (II Cor. 3:2-3). Mas se a mensagem da vida tem pouco ou nada que caracteriza a pessoa de Cristo, certamente a teologia deficiente deveria ser culpada. Daí a solenidade como a teologia deveria ser encarada.

Sem o erro ajudando, talvez nunca reconhecêssemos a verdade.                                 

O termo Teologia


                 Texto elaborado para uso em aula pelo Prof. Marcus Vinícius – MSc.

 O termo Teologia originou-se do pensamento grego, não é de origem cristã. Após muita hesitação, oposições e modificações é que o termo foi assumido pela fé cristã de modo claro e definitivo nos séculos 4 e 5 d.C.  Foi só com Pedro Abelardo, no século 12 d.C que o termo ganhou espaço na Igreja Latina, para indicar suas proposições e formulações.

O conceito aparece pela primeira vez em Platão. Por Teologia ele entende os mitos, as lendas e as histórias dos deuses criticados filosoficamente, desmitizados e interpretados no sentido e segundo as normas da educação política e purificado de toda inconveniência.

A Teologia representa o caminho do mito ao logos. A função do logos  consistia em descobrir a verdade, escondida nos mitos pelos deuses, a maneira da aletéia, que é um modo de revelação.

Nos começos do século 1º a.C, Mucio Scaevola propôs uma repartição pessoal dos deuses em três categorias: a) os deuses dos poetas, b) os deuses dos filósofos e c) os deuses introduzidos pelos políticos. São os três gêneros da teologia pagã : um mítico, outro físico e o outro civil. Mítico ou fabular porque usado pelos poetas, físico porque o manuseiam os filósofos e civil porque o empregam os povos.

Como vemos, distingui-se no paganismo uma tríplice espécie de Teologia:

A Mítica – dos poetas e das fábulas dos deuses. Que tratava de dar credibilidade a superstição popular e ao mito. Os poetas devem produzir um discurso sobre os deuses que sejam edificantes.

 A Física – dos filósofos que se ocupa da ordem natural. A Meteorologia (que trata de maneira mais cientifica os corpos celestes) opõe-se a teologia dos poetas. A teologia é à parte da metafísica que trata das causas primeiras, da divindade. Para Aristóteles, “a filosofia primeira ou teologia”, considera as causas supremas do mundo astral divino e visível. Os deuses já não são mais os deuses do Olimpo, e sim o próprio cosmo, opera-se a passagem para uma religião cósmica.

A Política – dos legisladores e do culto público do Estado. A teologia civil era fundada pelos legisladores do Estado. A religião sempre foi a mola mestra do Estado, o legislador e o educador devem se ocupar da teologia do ponto de vista dos costumes e da conduta humana. Fazer teologia era honrar o Imperado como deus. Por aí se compreende porque Judeus e Cristãos foram perseguidos no Império Romano como ateus. Eles se recusavam a prestar este culto. Não faziam Teologia. Os teólogos seriam, portanto, os anunciadores de deuses. A teologia é o tema religioso dos deuses e, de modo especial é o falar de deus no culto.

Até bem pouco tempo tinha-se um conceito escolástico e tradicional da Teologia, o termo designava somente o “estudo ou a ciência sobre Deus” com formulações sobre os saberes já conhecidos dos “Doutores da Igreja”, que para muitos é sem nexo e sentido. Atualmente o termo adquire um sentido altamente especulativo, crítico e questionante.

Fazer Teologia é fazer da fé um ponto de partida e um ponto de chegada da reflexão teológica. É promover uma práxis libertadora, a exemplo da Teologia da Libertação.
As pessoas são a graça e a desgraça da vida.