sexta-feira, 4 de novembro de 2016

“SINTO VERGONHA DE MIM”



Por Marcus Vinícius

A crise não é política, É Moral.  Crise moral que se reflete na política, desvelando e escancarando atos e práticas de corrupção nos três poderes da República. O cenário político atual é “UMA VERGONHA” ...
Propicio para um momento como o dia de hoje, é lermos a poesia de Cleide Canton, melhor ainda, ouvir declamada por Rolando Boldrin, Veja o vídeo/letra e tire suas conclusões.

Abraço MV.




SINTO VERGONHA DE MIM

Sinto vergonha de mim
Por ter sido educador de parte desse povo,
Por ter batalhado sempre pela justiça,
Por compactuar com a honestidade,
Por primar pela verdade
E por ver este povo já chamado varonil
Enveredar pelo caminho da desonra.

Sinto vergonha de mim
Por ter feito parte de uma era
Que lutou pela democracia,
Pela liberdade de ser
E ter que entregar aos meus filhos,
Simples e abominavelmente
A derrota das virtudes pelos vícios,
A ausência da sensatez
No julgamento da verdade,
A negligência com a família ,
Célula-mater da sociedade,
A demasiada preocupação
Com o "eu" feliz a qualquer custo,
Buscando a tal felicidade
em caminhos eivados de desrespeito
para com o seu próximo.

Tenho vergonha de mim,
Pela passividade em ouvir,
Sem despejar meu verbo,
A tantas desculpas ditadas
Pelo orgulho e vaidade
Para reconhecer um erro cometido
A tantos floreios para justificar
Atos criminosos
A tanta relutância
Em esquecer a antiga posição
De sempre "contestar",
Voltar atrás
E mudar o futuro.

Tenho vergonha de mim
Pois faço parte de um povo
Que não reconheço, enveredando por caminhos
Que não quero percorrer...

Tenho vergonha da minha impotência,
Da minha falta de garra,
Das minhas desilusões
E do meu cansaço.
Não tenho para onde ir
Pois amo este meu chão,
Vibro ao ouvir meu hino
E jamais usei a minha Bandeira
Para enxugar o meu suor
Ou enrolar meu corpo
Na pecaminosa manifestação
De nacionalidade.

Ao lado da vergonha de mim,
Tenho tanta pena de ti,
Povo brasileiro.
                  Cleide Canton

"De tanto ver triunfar as nulidades,
De tanto ver prosperar a desonra,
De tanto ver crescer a injustiça,
De tanto ver agigantarem-se os poderes
Nas mãos dos maus,
O homem chega a desanimar da virtude,
A rir-se da honra,
A ter vergonha de ser honesto".
                  Trecho de discurso de Ruy Barbosa

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

DE BRASÍLIA PARA AS PREFEITURAS



Por Marcus Vinicius
As eleições de 2016 foi marcada por mudanças. Mudança no quadro político nacional com a “varredura” do PT e seus aliados. Mudança também para 18 deputados e 1 senador que irão assumir prefeituras a partir de 2017, abrindo vagas para seus suplentes.
Percebe-se que o poder executivo, em todas as suas esferas, é o preferido de quem procura o servir ao povo!! Somente cerca de 20% lograram êxito.
Em meu modo de pensar, se foi eleito para legislar, que lá fique até terminar, se para ser prefeito que seja Prefeito também até terminar, não vejo o porquê de se usar o mandato como trampolim e ir “garantindo mais 2 anos” ...  Com a unificação das eleições (de Presidente a Vereadores) tal prática terminará. E que venha a REFORMA POLÍTICA.
Senador - Dos 2(dois) senadores que se candidataram neste ano de 2016, 1(um) foi eleito para assumir prefeitura a partir de 1º de janeiro 2017.  Marcelo Crivella (PRB) deixará a cadeira no Senado para assumir a Prefeitura do Rio de Janeiro

Deputados - Dos 81 parlamentares que se candidataram neste ano de 2016, 18 foram eleitos para assumirem prefeituras a partir de 1º de janeiro 2017. Veja relação:
1.   Anderson Ferreira (PR-PE) em Jaboatão dos Guararapes.
2.   Arnon Bezerra (PTB-CE) em Juazeiro do Norte.
3.   Bruno Covas (PSDB-SP) vice na chapa de João Doria na capital paulista.
4.   Dr. João (PR-RJ) em São João do Meriti.
5.   Duarte Nogueira (PSDB-SP) em Ribeirão Preto.
6.   Edinho Araújo (PMDB-SP) em São José do Rio Preto.
7.   Fabiano Horta (PT-RJ) em Maricá.
8.   Fernando Jordão (PMDB-RJ) em Angra dos Reis (RJ).
9.   Luís Carlos Busato (PTB-RS) em Canoas.
10.        Manoel Júnior (PMDB-PB) vice na chapa de Luciano Cartaxo em João Pessoa.
11.        Marcelo Belinati (PP-PR) em Londrina.
12.        Marcos Rotta (PMDB-AM) vice na chapa de Artur Virgílio Neto (DEM) em Manaus.
13.        Max Filho (PSDB-ES) em Vila Velha.
14.        Moema Gramacho (PT-BA) em Lauro de Freitas (BA).
15.        Moroni Torgan (DEM-CE) vice na chapa de Roberto Cláudio (PDT) em Fortaleza.
16.        Nelson Marchezan Júnior (PSDB-RS) em Porto Alegre.
17.        Odelmo Leão (PP-MG) em Uberlândia.
18.        Washington Reis (PMDB-RJ) em Duque de Caxias.

Abraço Fraterno, MV

terça-feira, 1 de novembro de 2016

A FORÇA DA MORTE.



Por Marcus Vinícius 

Acredito ser o dia propicio para refletirmos sobre um assunto que ninguém poderá discordar – A Morte. Você mesmo querido leitor, concorda comigo: A morte é inevitável e temerosa.
Ela está tão presente que, algumas cidades podem não ter bancos, cinemas, teatros, ...  Mas todas por menor que sejam, sempre tem cemitérios. Berço da igualdade de todos nós, verdadeiras necrópoles ... com ruas e avenidas.
Mas apesar da certeza da morte, ninguém quer morrer... sentimos medo, tristeza, saudades...  A morte repugna e indigna a nossa constituição psicológica. E a faz pelas seguintes razões:
  • NÃO NASCEMOS PARA MORRER: O homem foi criado para viver eternamente, não para morrer. Quando desobedeceu, experimentou a morte e a transmitiu as gerações vindouras.
  • NÃO SABEMOS O DIA DA MORTE: Duas coisas somente não se escolhe na vida, nascer e morrer!
  • NÃO SABEMOS O QUE VEM DEPOIS: O além ainda é um mistério para muitos desprovidos de fé.
  • É IMPLACÁVEL:   Pode a criança dizer – ainda não entrei na vida, a morte o leva... Pode o jovem dizer – ainda não me preparei para a vida, a morte o leva... Pode o velho dizer – ainda não me cansei da vida, a morte o leva...

Apesar da realidade da morte e da incerteza da vida, a Bíblia declara a “derrota” da morte e a ressurreição dos corpos. Em 1º coríntios 15:55 lemos: “Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está ó morte o teu aguilhão?”. Jesus Cristo é o valente que quebrou o ferrão da morte, e venceu.

O cristão então, devido a vitória de Cristo sobre a morte, nutre a esperança na própria ressurreição. A fé na ressurreição baseia-se na certeza de que Deus não é um Deus de mortos, mas de vivos (Mateus 22:32). Todos que morreram ressuscitarão quando da volta triunfal de Cristo e Receberão um corpo glorificado, para que se una eternamente com Deus (2ª Cor. 5:1-4).

Que neste dia de finados possamos lembrar dos nossos entes queridos que se foram, do que fizeram, disseram, de como estiveram na caminhada aqui... Mas que a ressurreição seja o consolo de todos. 

E se Cristo Não ressuscitou, é vã a nossa Fé.

Abraço fraterno, MV.