terça-feira, 15 de agosto de 2017

ORANDO PELOS GOVERNANTES E AUTORIDADES




Por ocasião dos 173 anos da emancipação política da invicta Parnaíba, presenciamos muitos cristãos orando pela cidade e pelo Prefeito “Mão Santa”.
Como cristãos, somos convocados a orar pelas autoridades constituídas, o que inclui o Prefeito de nossa cidade, o governador de nosso estado e o Presidente do País. Leiamos o ensinamento de Deus transmitido por Paulo:
“Antes de tudo, recomendo que se façam súplicas, orações, intercessões e ações de graças por todos os homens; pelos reis e por todos os que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranquila e pacífica, com toda a piedade e dignidade. Isso é bom e agradável perante Deus, nosso Salvador, que deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade” (1 Timóteo 2.1-4).
No contexto do versículo, considera-se Roma, cujo imperador se chamava NERO CLAVDIVS CAESAR AVGVSTVS GERMANICVS, que governou de outubro de 54 a junho de 68, e que mandou matar o autor da Carta a Timóteo. E mesmo assim, vale a recomendação divina.
Tal texto foi muito bem usados por governantes déspotas e por tantos outros “picaretas”, que usam e desvirtuam a Bíblia ao seu bel prazer. Por isso é que o texto precisa ser bem compreendido, para que venha a ser aplicado corretamente como palavra de Deus.
A oração pelos outros (intercessão) agrada a Deus. E orar pelos governantes e autoridades também é ministério de intercessão.
Deus criou e rege o mundo através de leis. Há leis naturais, leis espirituais e leis sociais. Uma dessas leis sociais é a existência de governos para liderar as nações, estados e cidades. Os governantes são parte das leis de Deus para a humanidade.
Eles vivem sob uma pressão muito grande.
Eles vivem sob uma tentação muito grande.
Eles vivem sob uma sedução muito grande.
Eles precisam de sabedoria solidária para governar.
Ele precisam de nossas orações.
         
Os governantes precisam possuir qualidades naturais, mas também qualidades especiais (dadas sobrenaturalmente por Deus) para bem governar.
Ao oramos por nossos governantes, pedimos a Deus que os capacite, tanto natural quanto sobrenaturalmente, não importa se creem nele. Um bom governo permite que os cristãos vivam em liberdade e que possam proclamar o amor de Deus a todos.
Mas, “atentai bem”, a oração pelos governantes não elimina o direito à crítica e a fiscalização, em alguns casos, pode-se pedir por seu impeachment. Os tiranos e corruptos devem ser depostos.
Os pastores Martin Niemoller e Dietrich Bonhoeffer resistiram a Hitler. Martin Luther King Jr. resistiu à política oficial segregacionista norte-americana. Orar por um político não é aprovar sua conduta. Assim sendo:

  •   Devemos pedir pela conversão dos governantes.
  •  Devemos pedir sabedoria para os governantes.
  •   Devemos pedir generosidade a Deus para os governantes.
  •  Devemos pedir a Deus que os governantes consigam atuar de modo a contribuir para que haja justiça e liberdade.
  • Podemos até pedir a saída dos governantes incompetentes e corruptos, desde que seja respeitada a lei, se democrática.


Abraço fraterno do MV.

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

EVANGÉLICOS NAS URNAS




Por Marcus Vinícius
Parabenizo e desejo sucesso a todos os vereadores eleitos para a legislatura 2016-2020 na invicta Parnaíba. As eleições de 2016 a nível de Brasil, mostraram 250 eleitos com “títulos religiosos”: Pastores (195), Missionários (33), Apóstolos(07), Bispos(14) e Presbíteros(01).
Atribui-se tal crescimento a nova legislação eleitoral que não permiti mais doações de empresas e, o tempo mais curto de campanha, que vem favorecer a quem já tem um público especifico de eleitores. Ficou claro também que, embora sejam múltiplos, os grupos evangélicos quando mobilizados acabam interferindo decisivamente num processo eleitoral.
Vejo que chegou o tempo dos evangélicos também em Parnaíba. Não temos como negar o maior envolvimento e participação dos evangélicos com as questões políticasColhemos agora os frutos de décadas de participação evangélica na política partidária. Tentávamos desde 1988 unir os votos chamados “evangélicos”, mas o clientelismos, o divisionismo eclesial e a propagação de que “política é coisa do diabo” impediam a eleição de candidatos dito evangélicos.
Foi na eleição de 2000, e com grande esforço da IURD e da Igreja do Evangelho Quadrangular, que Wanderlei Sampaio, então pastor da Igreja do evangelho quadrangular, elegeu-se com 857 votos. Mandado sem grandes conquistas e sem continuidade.
Agora, nas eleições de 2016, 16 anos depois, os candidatos de orientação evangélica obtiveram juntos cerca de 9.000 (nove mil) votos nominais, em diferentes agremiações partidárias. Dois(2) representantes eleitos com o “poder das urnas”: O evangelista Irmão Marquinhos da Assembleia de Deus (PSL) e o Pastor Francisco da Paz da IURD (PRB). Recai sobre os dois, Irmão Marquinhos e Pastor da Paz, a responsabilidade de manter e aumentar a bancada evangélica.
Entendo que em 2017 experimentaremos uma nova administração política. E a mais importante é a administração legislativa, isto é, o que diz respeito às leis que serão promulgadas na câmara dos vereadores. Serão os vereadores que estabelecerão as leis municipais e serão com elas que teremos que conviver e obedecer.

Todos os 17 vereadores têm o dever de legislar com honestidade, mas os representantes evangélicos terão a obrigação de serem honestos. Isto porque sendo conhecedores da Bíblia, supõe-se que eles conheçam a Deus também. Eles foram colocados como uma luz, como um tapador de brechas, como o fiel da balança posto por Deus para combater as leis injustas e aprovar as que não contrariem o caráter de Deus. Deverão se posicionar em defesa do bem e não se deixarem corromper, mas primar para que Deus norteei todos os seus atos.

Parabéns aos edis!


sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Deus, Segundo Spinoza!


Marcus Vinícius

Baruch Spinoza - Nascido em 1632, em Amsterdã, falecido em Haia, em 21 de fevereiro de 1677, foi um dos grandes racionalistas do século XVII dentro da chamada Filosofia Moderna, juntamente com René Descartes e Gottfried Leibniz. Era de família judaica portuguesa e é considerado o fundador do criticismo bíblico moderno. Acredite, essas palavras foram ditas em pleno Século XVII e, Continuam verdadeiras e atuais até a data de hoje para muitos.




 “Pára de ficar rezando e batendo o peito! O que eu quero que faças é que
saias pelo mundo e desfrutes de tua vida. Eu quero que gozes, cantes, te divirtas e que desfrutes de tudo o que Eu fiz para ti.
Pára de ir a esses templos lúgubres, obscuros e frios que tu mesmo
construíste e que acreditas ser a minha casa. Minha casa está nas montanhas, nos bosques, nos rios, nos lagos, nas praias. Aí é onde Eu vivo e aí expresso meu amor por ti.

Pára de me culpar da tua vida miserável: Eu nunca te disse que há algo mau
em ti ou que eras um pecador, ou que tua sexualidade fosse algo mau. O sexo é um presente que Eu te dei e com o qual podes expressar teu amor, teu êxtase, tua alegria. Assim, não me culpes por tudo o que te fizeram crer.

Pára de ficar lendo supostas escrituras sagradas que nada têm a ver comigo.
Se não podes me ler num amanhecer, numa paisagem, no olhar de teus amigos,
nos olhos de teu filhinho... Não me encontrarás em nenhum livro! Confia em mim e deixa de me pedir. Tu vais me dizer como fazer meu trabalho?
Pára de ter tanto medo de mim. Eu não te julgo, nem te critico, nem me
irrito, nem te incomodo, nem te castigo. Eu sou puro amor.
Pára de me pedir perdão. Não há nada a perdoar. Se Eu te fiz... Eu te enchi de paixões, de limitações, de prazeres, de sentimentos, de necessidades, de incoerências, de livre-arbítrio. Como posso te culpar se respondes a algo que eu pus em ti?
Como posso te castigar por seres como és, se Eu sou quem te fez? Crês que eu
poderia criar um lugar para queimar a todos meus filhos que não se comportem
bem, pelo resto da eternidade? Que tipo de Deus pode fazer isso?
Esquece qualquer tipo de mandamento, qualquer tipo de lei; essas são artimanhas para te manipular, para te controlar, que só geram culpa em ti. Respeita teu próximo e não faças o que não queiras para ti. A única coisa que te peço é que prestes atenção à tua vida, que teu estado de alerta seja teu guia.
Esta vida não é uma prova, nem um degrau, nem um passo no caminho, nem um ensaio, nem um prelúdio para o paraíso. Esta vida é o único que há aqui e agora, e o único que precisas.

Eu te fiz absolutamente livre. Não há prêmios nem castigos. Não há pecados nem virtudes. Ninguém leva um placar Ninguém leva um registro. Tu és absolutamente livre para fazer da tua vida um céu ou um inferno. Não te poderia dizer se há algo depois desta vida, mas posso te dar um conselho. Vive como se não o houvesse. Como se esta fosse tua única oportunidade de aproveitar, de amar, de existir.
Assim, se não há nada, terás aproveitado da oportunidade que te dei. E se houver, tem certeza que Eu não vou te perguntar se foste comportado ou não. Eu vou te perguntar se tu gostaste, se te divertiste... Do que mais gostaste? O que aprendeste?

Pára de crer em mim - crer é supor, adivinhar, imaginar. Eu não quero que acredites em mim. Quero que me sintas em ti. Quero que me sintas em ti quando beijas tua amada, quando agasalhas tua filhinha, quando acaricias teu cachorro, quando tomas banho no mar.
Pára de louvar-me! Que tipo de Deus ególatra tu acreditas que Eu seja? Me aborrece que me louvem. Me cansa que agradeçam. Tu te sentes grato? Demonstra-o cuidando de ti, de tua saúde, de tuas relações, do mundo. Te sentes olhado, surpreendido? Expressa tua alegria! Esse é o jeito de me louvar.
Pára de complicar as coisas e de repetir como papagaio o que te ensinaram sobre mim. A única certeza é que tu estás aqui, que estás vivo, e que este mundo está cheio de maravilhas. Para que precisas de mais milagres? Para que tantas explicações? Não me procures fora! Não me acharás. Procura-me dentro... aí é que estou.

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

“SINTO VERGONHA DE MIM”



Por Marcus Vinícius

A crise não é política, É Moral.  Crise moral que se reflete na política, desvelando e escancarando atos e práticas de corrupção nos três poderes da República. O cenário político atual é “UMA VERGONHA” ...
Propicio para um momento como o dia de hoje, é lermos a poesia de Cleide Canton, melhor ainda, ouvir declamada por Rolando Boldrin, Veja o vídeo/letra e tire suas conclusões.

Abraço MV.




SINTO VERGONHA DE MIM

Sinto vergonha de mim
Por ter sido educador de parte desse povo,
Por ter batalhado sempre pela justiça,
Por compactuar com a honestidade,
Por primar pela verdade
E por ver este povo já chamado varonil
Enveredar pelo caminho da desonra.

Sinto vergonha de mim
Por ter feito parte de uma era
Que lutou pela democracia,
Pela liberdade de ser
E ter que entregar aos meus filhos,
Simples e abominavelmente
A derrota das virtudes pelos vícios,
A ausência da sensatez
No julgamento da verdade,
A negligência com a família ,
Célula-mater da sociedade,
A demasiada preocupação
Com o "eu" feliz a qualquer custo,
Buscando a tal felicidade
em caminhos eivados de desrespeito
para com o seu próximo.

Tenho vergonha de mim,
Pela passividade em ouvir,
Sem despejar meu verbo,
A tantas desculpas ditadas
Pelo orgulho e vaidade
Para reconhecer um erro cometido
A tantos floreios para justificar
Atos criminosos
A tanta relutância
Em esquecer a antiga posição
De sempre "contestar",
Voltar atrás
E mudar o futuro.

Tenho vergonha de mim
Pois faço parte de um povo
Que não reconheço, enveredando por caminhos
Que não quero percorrer...

Tenho vergonha da minha impotência,
Da minha falta de garra,
Das minhas desilusões
E do meu cansaço.
Não tenho para onde ir
Pois amo este meu chão,
Vibro ao ouvir meu hino
E jamais usei a minha Bandeira
Para enxugar o meu suor
Ou enrolar meu corpo
Na pecaminosa manifestação
De nacionalidade.

Ao lado da vergonha de mim,
Tenho tanta pena de ti,
Povo brasileiro.
                  Cleide Canton

"De tanto ver triunfar as nulidades,
De tanto ver prosperar a desonra,
De tanto ver crescer a injustiça,
De tanto ver agigantarem-se os poderes
Nas mãos dos maus,
O homem chega a desanimar da virtude,
A rir-se da honra,
A ter vergonha de ser honesto".
                  Trecho de discurso de Ruy Barbosa