sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Metodologia do Trabalho Científico


Metodologia do Trabalho Científico





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APRESENTAÇÃO

Este módulo foi feito para você, estudante, que acaba de ingressar em um curso de graduação e que vai vivenciar uma nova experiência, a dinâmica da vida acadêmica. Nessa nova experiência você vai estar envolvido com muitas disciplinas, que o desafiarão em muitos momentos.
Em um curso de nível superior, a perspectiva é do estudante ampliar e produzir conhecimentos, o que não pode ser feito de qualquer forma, ou seja, “dizer ou fazer qualquer coisa, em qualquer lugar e de qualquer maneira”. Com o objetivo de contribuir para que você enfrente o desafio de saber-fazer os seus estudos neste nível de ensino e a pesquisa científica, a disciplina metodologia científica tem a responsabilidade de lhe fornecer um conjunto de diretrizes básicas, recursos metodológicos, abordagens teórico-metodológicas e técnicas de pesquisa que irão orientar a sua trajetória de estudos e de pesquisa.
Participando ativamente como sujeito co-responsável do seu processo de educação, ao final do curso você terá não só reconhecimento acadêmico, como habilidade para produzir conhecimentos dando conta das exigências inerentes ao seu processo de elaboração e de comunicação formal de resultados.
A experiência docente mostra que são muitas as dificuldades que estudantes manifestam no início da sua vida acadêmica, por isso a idéia deste módulo é de orientá-lo para alcançar bons resultados nos seus estudos e na construção do seu próprio conhecimento, para que não fique reduzido à mera cópia. Dessa forma, não desanime diante do primeiro obstáculo ou dificuldade.
A metodologia científica tem como meta educativa a habilitação do estudante para uma relação rigorosa com o material didático utilizado nas diferentes disciplinas, com capacidade de avaliação e posicionamento crítico em relação aos temas abordados nesse material. Portanto, que a incorporação do desafio do estudo e da produção do conhecimento seja encarado e vivenciado por você como um processo constante de saber-fazer.

Saber-fazer é enfrentar desafios!











1. A INSTAURAÇÃO DO CONHECIMENTO E SUAS FORMAS
Ao término desta unidade, esperamos que você, como objetivo de aprendizagem, seja capaz de:
Reconhecer o papel do conhecimento para a compreensão da realidade;
Caracterizar os principais tipos de conhecimento;
Identificar a natureza do método científico;
Compreender a ciência enquanto uma das formas de conhecimento.
1.1 O conhecimento como instrumento de compreensão e transformação do mundo
Considerando que a capacidade de conhecer é a essência do ser humano, nesta unidade, vamos discutir com você acerca das diversas formas de conhecimento que utilizamos na construção da nossa cultura (ou seja, os meios necessários para a organização e a facilitação dos nossos modos de viver em grupo), ao longo da história da civilização da humanidade. É importante que você, não só como estudante, mas também como ser humano, compreenda como o conhecimento é construído. Essa compreensão lhe dá a possibilidade de avançar cada vez mais no seu desenvolvimento intelectual e na construção do seu pensar. Você sabia que faculdade de pensar humano denomina-se “intelecto”.
O conhecimento, enquanto resultado do ato de conhecer, é produto da percepção do ser humano em relação ao objeto do conhecimento e da idéia que se cria sobre esse objeto. É o processo de construção da representação (que significa a imagem, ou a idéia da “coisa” presente no pensamento) da realidade. Nesse processo, o ser humano pode utilizar tanto as sensações como a mente, ou seja, razão e sentimento. Por meio da mente ou das sensações, ele constrói imagens abstratas de um determinado objeto. Um objeto de conhecimento pode ser uma entidade (uma igreja, uma escola, por ex.), um fato (uma festa, uma procissão, por ex.), uma coisa (uma bola, uma panela) ou uma realidade (o cotidiano de uma comunidade ou de uma escola). Podemos entender a abstração como o ato (ação) de isolar aspectos de um objeto.
Dito de outra forma, o conhecimento é o pensamento que resulta da relação que se estabelece entre o sujeito que conhece (sujeito cognoscente) e o objeto a ser conhecido (cognoscível). A apropriação intelectual do objeto supõe que haja regularidade nos acontecimentos do mundo.
O conhecimento tanto pode se referir ao ato de conhecer, relação que se estabelece entre a consciência que conhece e o mundo conhecido, como ao produto, resultado do conteúdo desse ato, ou seja, o saber adquirido e acumulado pelo ser humano.
No ato de conhecer o ser humano não parte do nada, mas dos conhecimentos adquiridos e acumulados em uma determinada realidade. As formas de conhecer dependem da maneira como este ser entra em contato com o mundo que o cerca.
Nem sempre a apreensão que fazemos do mundo é feita de forma refletida. O homem das sociedades tribais, as crianças e nós mesmos, no nosso cotidiano, agimos de maneira préreflexiva, pois a abordagem que fazemos dele é feita primeiro no nível da nossa intuição, da nossa experiência. A propósito, reflita um pouco isso, constate como é que você pensa o seu dia-a-dia.
No início da história da civilização, o ser humano explicava os acontecimentos e os fenômenos da natureza por meio de crenças e opiniões (mitos e senso comum), até que ele alcançou um estágio de desenvolvimento de sua mente e passou a criticar as verdades que pareciam sedimentadas e foi construindo outras formas de explicar e interpretar a realidade (usando a religião e a filosofia). E um período mais recente, a partir da idade moderna, o método científico passou a predominar. Portanto, a ciência é uma dessas formas.
Esteja atento(a), pois é dessas formas de conhecimento utilizadas pelo ser humano, que falaremos neste próximo item.
1.2 Os tipos de conhecimento
No campo da teoria do conhecimento foram identificados formas e tipos de conhecimento, que não podem ser tomados como estanque, isolados, na medida em que eles se interpenetram e se complementam.
Os tipos de conhecimentos se distinguem pela origem e pelo método de investigação, pela posição que assumimos diante da realidade, pelo nível de exatidão e consistência, pela atitude mental para alcançá-lo.
Assim, você precisa não só discutir o conhecimento científico, como também saber contrapô-lo a outros tipos de conhecimento, ou às suas diversas formas de conhecer.
Existem diversas formas de nós apreendermos o real. Apreendemos pela razão (mente), pelo discurso e pela intuição. A intuição é uma forma de conhecimento imediato, uma apreensão feita sem intermediários. O contato sensorial do ser humano com o objeto resulta no conhecimento. Ela se constitui no ponto de partida do conhecimento, portanto, não pode ser ignorada no ato de conhecer.
No ato de conhecer o ser humano não parte do nada, mas dos conhecimentos adquiridos e acumulados em uma determinada realidade. As formas de conhecer dependem da maneira como este ser entra em contato com o mundo que o cerca.
Nem sempre a apreensão que fazemos do mundo é feita de forma refletida. O homem das sociedades tribais, as crianças e nós mesmos, no nosso cotidiano, agimos de maneira préreflexiva, pois a abordagem que fazemos dele é feita primeiro no nível da nossa intuição, da nossa experiência. A propósito, reflita um pouco isso, constate como é que você pensa o seu dia-a-dia.
No início da história da civilização, o ser humano explicava os acontecimentos e os fenômenos da natureza por meio de crenças e opiniões (mitos e senso comum), até que ele alcançou um estágio de desenvolvimento de sua mente e passou a criticar as verdades que pareciam sedimentadas e foi construindo outras formas de explicar e interpretar a realidade (usando a religião e a filosofia). E um período mais recente, a partir da idade moderna, o método científico passou a predominar. Portanto, a ciência é uma dessas formas.
Esteja atento(a), pois é dessas formas de conhecimento utilizadas pelo ser humano, que
falaremos neste próximo item.
1.3 Os principais tipos de conhecimento
No campo da teoria do conhecimento foram identificados formas e tipos de conhecimento, que não podem ser tomados como estanque, isolados, na medida em que eles se interpenetram e se complementam.
Os tipos de conhecimentos se distinguem pela origem e pelo método de investigação, pela posição que assumimos diante da realidade, pelo nível de exatidão e consistência, pela atitude mental para alcançá-lo.
Assim, você precisa não só discutir o conhecimento científico, como também saber contrapô-lo a outros tipos de conhecimento, ou às suas diversas formas de conhecer.
Existem diversas formas de nós apreendermos o real. Apreendemos pela razão (mente), pelo discurso e pela intuição. A intuição é uma forma de conhecimento imediato, uma apreensão feita sem intermediários. O contato sensorial do ser humano com o objeto resulta no conhecimento. Ela se constitui no ponto de partida do conhecimento, portanto, não pode ser ignorada no ato de conhecer.
Por sua vez a razão tem a possibilidade de superar as informações concretas e imediatas, organizando-as em conceitos ou idéias gerais. Diferente da intuição, a razão tem a capacidade de julgar.
Outra forma de conhecimento é o discursivo, conhecimento mediato que se constrói por meio do raciocínio, portanto, de forma diferenciada da intuição. Esse conhecimento é construído a partir de conceitos decorrentes da operação que o pensamento realiza de forma sucessiva e seqüêncial, encadeando idéias, juízos e raciocínios orientando uma determinada conclusão.
O conhecimento compreensivo é a terceira forma de conhecer. Compreender significa passar de uma experiência para uma totalidade de atos que formam a exteriorização do conhecimento do sujeito, sob as formas de gestos, linguagens e símbolos.
O ser humano no seu processo de desenvolvimento e construção da sua realidade individual e social, na relação com os outros seres, ele reflete, questiona, enfim, busca o conhecer o real, ou seja, representar o mundo dos fenômenos. Na história do pensamento, existem alguns tipos principais de representação (Martins, 1979): senso comum (empírico), mítico, teológico, filosófico e científico.
a) Senso comum
Por ser um tipo de conhecimento que é adquirido através das experiências vividas e acumuladas por nós, no nosso dia-a-dia, independente de métodos ou pesquisa. Ele é transmitido de geração para geração por meio da educação informal, por tradição, herdado dos antepassados.
Cada realidade possui o seu senso comum, de acordo com o seu tempo. Por ser empírico, as idéias que temos em relação ao mundo, são construídas sem questionamentos. É por meio dessas idéias que nos interpretamos a realidade, são obtidas por meio de observações, vivências e de um corpo de valores que nos ajuda a avaliar, julgar e agir.
Trata-se de um tipo de conhecimento que não é refletido e se encontra misturado a crenças e preconceitos. Por ser fragmentário (porque difuso, assistemático), não ser crítico, ele, em geral, não explica a origem ou razão dos fatos. É mais vivenciado do que propriamente conhecido. Essa forma de pensar da maioria dos seres humanos, principalmente, do homem comum, assume enorme importância, pois trata-se do primeiro estágio de conhecimento, ou seja, do primeiro nível de contato entre o intelecto e o mundo sensível (mundo percebido pelos sentidos). Para alcançar outros estágios, precisa de uma abordagem crítica e coerente, atributos de outras formas de conhecimento (filosofia e ciência), isto é, e a transformação do senso comum em bom senso.
Você pode encontrar outras denominações para o senso comum. Em alguns livros nomeiam de conhecimento vulgar, popular ou empírico (por se basear na experiência).
A identificação de alguns de suas características, pode ajudar você a diferenciar essa forma de conhecimento, que se constitui no “ saber que preenche nossa vida diária e que se possui sem o haver procurado ou estudado, sem aplicação de um método e sem se haver refletido sobre algo” (BABINI apud LAKATOS; MARCONI, 1986, P.19).
De acordo com Ander-Egg (1978, p.13-4 apud LAKATOS; MARCONI, 1986, P.19), o senso comum caracteriza-se por ser:
Superficial, isto é, conforma-se com aparência, com aquilo que se pode comprovar simplesmente estando junto das coisas: expressa-se por frases como “porque o vi”, “porque o senti”, porque o disseram”, porque todo mundo o diz”;
Sensitivo, ou seja, referente a vivências, estados de ânimo e emoções da vida diária;
Subjetivo, pois é o próprio sujeito que organiza suas experiências e conhecimentos, tanto os que adquire por vivência própria quanto os “por ouvir dizer”;
Assistemático, pois esta “organização” das experiências não visa a uma sistematização , nem na forma de adquiri-las nem na tentativa de validá-las;
Acrítico, pois, verdadeiros ou não, a pretensão de que esses conhecimentos o sejam não se manifesta sempre de uma forma crítica.
b) conhecimento mítico
Trata-se de um tipo de conhecimento característico do ser humano em seus estágios primitivos. O mito configura-se como uma crença dotada de poder explicativo do real limitada. Esse tipo de conhecimento é decorrente da necessidade que o ser humano tinha e ainda tem de explicar a sua realidade e resolver seus problemas.
Desde sempre houve a preocupação com o conhecimento da realidade. “As tribos primitivas, através dos mitos, explicaram e explicam os fenômenos que cercam a vida e a morte, o lugar dos indivíduos na organização social, seus mecanismos de poder, controle e reprodução” (MINAYO, 1998, p.9).
c) Conhecimento teológico ou religioso
O conhecimento teológico, ou religioso como é mais conhecido, está relacionado com a possibilidade que o ser humano tem de criar imagens abstratas da realidade a partir do sentimento, usando um mínimo de razão, ou até mesmo em oposição a ela. Este tipo de conhecimento não deve ser confundido com religião (definida como “o uso de formas sistematizadas e institucionalizadas desse conhecimento” (VIEGAS, 1999), na medida em que constitui-se como uma das formas de representação que o ser humano tem de se relacionar com a sua realidade, nesse caso por meio das crenças.
É um tipo de conhecimento que não depende das especulações humanas, mas da experiência que o ser humano vincula com a fé. As verdades acerca da realidade são alcançadas por meio do que aceito com revelação divina, e não pela razão. Ele apóia-se em doutrinas que contém proposições sagradas (valorativas), por terem sido reveladas pelo sobrenatural, são infalíveis e indiscutíveis (exatas).
Como um conhecimento sistemático do mundo (tem origem, significado, finalidade e destino), obra de um criador divino; suas evidências não são verificadas.
Conhecimentos religiosos, quando organizados e sistematizados em um corpo coerente de doutrina, transformam-se em religião, mais ou menos institucionalizada, a exemplo, podemos identificar o judaísmo, o cristianismo e o islamismo.
Características do conhecimento religioso
De acordo com Viegas (1999, p.39), algumas características diferenciam o conhecimento religioso, a saber:
Inspiracional, por não se basear na razão, sua fundamentação surge da mente, soprado pela divindade que governa o objeto da crença, portanto, não verificável.
Ele busca sua fundamentação na crença. Dessa forma, torna-se um conhecimento da
ordem da inspiração na divindade e não admite dúvida. Tem papel pragmático, explica de forma global toda a realidade.
Como guia sistêmico de conduta é valorativo. Conceitos como bom certo são utilizados para atrair graças, mau e errado são relacionados ao castigo, e de expiação, para evitar o castigo.



d) Conhecimento Filosófico
No conhecimento filosófico a reflexão sobre a realidade é orientada pela razão. Ele busca uma resposta sobre a realidade a partir da razão do ser. A filosofia estuda o seu objeto, em sua generalidade mais alta.
Chauí (2000, p.19), define como “a decisão de não aceitar como óbvias e evidentes as coisas, as idéias, os fatos, as situações, os valores, os comportamentos de nossa existência cotidiana: jamais aceitá-las sem antes havê-los investigado e compreendido”. Do que se pode inferir que o conhecimento filosófico se contrapõe ao pensamento religioso ou mítico, ao se propor a desenvolver no ser humano a possibilidade de reflexão ou a capacidade de raciocínio. A filosofia não uma ciência tal como a conhecemos atualmente, mas a busca do saber.
Historicamente (delimitação do tempo e espaço), início da filosofia foi na Jônia (Ásia Menor), com Tales de Mileto, um pré-socrático, no século VI a.C. No desdobramento do conhecimento filosófico, desde a era da antiguidade até o período moderno, quando a institucionalização do método científico ocasionou a desvinculação da ciência da filosofia, a preocupação foi de ultrapassar a opinião, os juízos de valores e os sentimentos, e assim, afastar as possibilidades de erro na produção do conhecimento em relação a realidade e ao mundo.
Características do conhecimento filosófico
É valorativo, suas hipóteses, ponto de partida, não podem ser submetidas à observação;
Não é verificável, pois os enunciados das hipóteses filosóficas, não podem ser confirmadas ou refutadas;
É racional, baseia-se em conjunto de enunciados logicamente correlacionados;
É sistemático, pois suas hipóteses e enunciados visam a uma representação coerente da realidade estudada, cuja tentativa é apreendê-la em sua totalidade;
É infalível e exato, pois na busca da realidade, na definição dos instrumentos, seus postulados e hipóteses, não são submetidos ao teste da observação e experimentação.
e) Conhecimento científico
O conhecimento científico se caracteriza pelo tratamento metódico e sistemático dos fatos referente à realidade sensível. Diante do contexto em que emerge, o período moderno, por meio da utilização da experiência sensível, da explicação divina ou do campo hipotético, a sociedade emergente não mais conseguia explicar os fenômenos da realidade. A preocupação passou a ser a compreensão do mundo de forma sistemática, metódica e crítica, portanto, ir para além do senso comum, da religião e da própria filosofia.
O desejo ou a necessidade de ultrapassar as “evidências” do senso comum, não significa uma rejeição a essa forma de conhecimento. Lakatos (1988, p.21), considera que a separação entre as formas de conhecimento é mais metodológica do que prática, pois no processo de apreensão da realidade do objeto, o sujeito cognoscente pode penetrar nas diversas áreas.
A teoria científica foi se constituindo por meio da sistematização de hipóteses e de leis em um sistema de proposições descritivas da realidade, ou seja, a institucionalização da ciência, que se tornou hegemônica (predominante em relação às outras formas de conhecimento) na sociedade ocidental na construção e explicação da realidade.
Ciência, entendida “como um conjunto de atividades ou atitudes humanas voltadas para o conhecimento sistemático, sujeito à verificação” (VIEGAS, 1999, P.43). O que você, estudante, não pode esquecer é que a ciência não é um saber neutro, dessinteressado, à margem do questionamento social e político.
O conhecimento científico, tal como conhecemos hoje, data de um período muito recente. O caráter científico dos estudos e pesquisas só adquiriu status de ciência na idade moderna da história, quando a ciência moderna passou a determinar um objeto específico de investigação, necessitando criar um método para estabelecer o controle desse conhecimento.
Com a utilização do método, a ciência passou a produzir conhecimento sistemático, mais preciso em relação às outras formas, hoje sabemos que a verdade absoluta em relação ao conhecimento não existe, ele é sempre aproximado. Com o conhecimento científico, os cientistas e pesquisadores começaram a descobrir relações universais e necessárias entre os fenômenos, permitindo a previsão de acontecimentos e um agir sobre a natureza de forma mais segura.
De acordo com Aranha e Martins (1993, p. 129), cada ciência se torna uma ciência particular, no sentido de ter um campo delimitado de pesquisa e método próprio. O seu curso, por exemplo, está inserido no campo das ciências matemáticas.
Pense nisso, a ciência é uma das poucas realidades que podem ser legadas às gerações seguintes. Em cada período histórico, a sociedade assimila os resultados científicos das gerações anteriores, desenvolvendo e ampliando alguns aspectos novos. Portanto, cada um de nós pode contribuir com novos conhecimentos para as gerações futuras.
Agora você já sabe que, além do conhecimento científico, existem outros tipos de conhecimento que o ser humano dispõe para explicar a sua realidade. Contudo, é preciso ter claro que este tornou-se hegemônico (predominante) na realidade ocidental, a partir da revolução industrial.
Características do conhecimento científico (LAKATOS, 1988, p.21)
É um conhecimento contingente, na medida em que suas proposições ou hipóteses têm veracidade ou falsidade conhecida por meio da experimentação e não apenas pela razão, postura típica do conhecimento filosófico;
É sistemático, pois se configura como um saber ordenado logicamente, constituindo um sistema de idéias (teoria) e não conhecimentos dispersos e desconexos;
É verificável, suas hipóteses ou pressupostos são confrontadas com a realidade objeto da investigação, que pode ser confirmada ou negada;
É um conhecimento falível, pois não é definitivo, absoluto ou final;
É aproximadamente exato, na medida em que novas proposições e o desenvolvimento de técnicas podem reformular o acervo de teoria existente.
ATIVIDADE 3 – EXERCITANDO A APRENDIZAGEM
Elabore um quadro em que seja possível identificar as características específicas de cada tipo de conhecimento sistematizado na primeira parte desta unidade. Em caso de dúvida ou dificuldade retome a leitura, quantas vezes for necessária para que você possa perceber as formas diferenciadas de explicar a realidade.



Senso Comum

Conhecimento
Religioso


Conhecimento
Filosófico


Conhecimento
Científico










2. SABER-FAZER DO TRABALHO ACADÊMICO E SUAS DIRETRIZES
METODOLÓGICAS
Ao iniciar a vida acadêmica, você deve ter se defrontado com uma “rotina” nada convencional até então. Mas, calma! Não desanime diante da necessidade de realizar tantos trabalhos acadêmicos solicitados pelas diferentes disciplinas que fazem parte do seu curso de graduação.
A sua instrumentação nesse ingresso no mundo acadêmico é uma necessidade inadiável. Quando você for solicitado a fazer uso de conhecimentos já sistematizados, de se posicionar em relação as diferentes produções a que tiver acesso, não será um mero reprodutor de um conhecimento que nem sempre corresponde a sua realidade, tampouco se habituar ao uso de um conhecimento de segunda mão, requentado. Usar e produzir conhecimentos conforma uma relação dialética, afinal todo conhecimento tem uma função social.
Nesse mundo acadêmico, você precisa ser instrumentado para realizar comunicação de dados e/ou informações, de forma oral ou escrita, e dar conta da ordenação de suas idéias de forma coerente e de acordo com o raciocínio lógico.
Assim, nesta unidade, você vai encontrar alguns procedimentos metodológicos que servirão de orientação à elaboração de seus trabalhos acadêmicos. Trata-se de diretrizes básicas para elaboração e/ou apresentação dos tipos mais usuais de trabalhos solicitados nos cursos de graduação.
Como co-responsável pelo seu processo de formação e construção de seu conhecimento, tais diretrizes requerem de você organização e disciplina, seriedade na escolha de dados e informações, referenciando-as conforme estabelece a normalização do trabalho acadêmico e/ou científico.
Vamos começar nossos estudos?
2.1 O saber-fazer do estudo uma prática de pesquisa
É interessante você, estudante, que está iniciando um curso de graduação entender que estudo no contexto acadêmico não é uma tarefa mecânica, apenas para obter uma nota e alcançar uma aprovação, embora muitos pensem e ajam dessa forma. Você tem, no saber-fazer acadêmico que ultrapassar o provisório e ocasional, e buscar apoio nas diretrizes e recursos metodológicos disponíveis no seu material. No seu curso de graduação, muitos conhecimentos, saberes produzidos e transmitidos historicamente na e pela sociedade você terá acesso via leitura de textos teóricos e/ou de documentos considerados relevantes à sua formação acadêmica.
Na elaboração de um texto teórico as idéias são estruturadas obedecendo uma ordenação lógica, e revelam fatos e dados de pesquisas e/ou reflexões teóricas. Portanto, o seu conteúdo não é algo pronto e acabado, verdade inquestionável, por isso é possível você estabelecer um diálogo silencioso com o seu autor, se posicionar em relação as idéias que ele defende.
Furlan (2000), considera que mesmo sendo fundamental a compreensão de textos teóricos, a leitura nem sempre se revela como tarefa fácil e proveitosa para o estudante. Assim, nesta unidade você encontra diretrizes e procedimentos metodológicos que irão ajudar tanto na leitura e interpretação, como na elaboração de textos.
Dessa forma, como objetivo de aprendizagem esperamos que ao final desta unidade você se sinta capaz de:
Desenvolver seu trabalho acadêmico referenciado em subsídios e instrumentos técnico-científicos;
Utilizar satisfatoriamente as normas da ABNT;
Produzir satisfatoriamente seus trabalhos acadêmicos: esquema, resumo, resenha, artigo.
2.2 Diretrizes metodológicas para saber-fazer o estudo de textos teóricos
Em geral, as leituras de textos teóricos (existem outros tipos de texto) que fará serão feitas a partir da recomendação de um professor ou da necessidade que você mesmo(a) sentir de examinar, compreender ou avaliar determinado tema.
Nesta unidade, estamos colocando a sua disposição alguns procedimentos metodológicos que poderão auxiliá-lo(a) na escolha e organização de suas leituras. Após selecionar o seu material (livros, documentos), leve em consideração algumas recomendações necessárias para se obter bons resultados na aprendizagem. Primeira recomendação: você precisa ter claro a questão ou o tema que deseja estudar; evite sobrecarregar a seleção. É preferível que você leia poucas páginas de cada vez de maneira aprofundada e crítica, do que ler superficialmente muitas páginas. A segunda recomendação: antes da leitura defina claramente o que busca alcançar, ou seja, com que objetivo fará o estudo.
a) Esquema
Ao ler um texto você, estudante, pode ter acesso a um conjunto de idéias que facilitem melhor compreensão do tema que está trabalhando. Isso requer que você seja capaz de se apropriar dessas idéias, compreendê-las e fazer articulação de forma coerente com aquilo que esta estudando. Neste exercício, é possível que você encontre dificuldades devido à sua formação teórica ainda estar iniciando. Lembre-se, ler mecanicamente é uma coisa, compreender e reter as idéias é outra.
Como atividade preparatória para compreensão do texto, fique tento (a) para a enunciação do tema a ser abordado, procure situar historicamente o texto, buscando identificar o seu autor, o contexto em que escreveu, a postura (crítica ou conservadora) que assume em relação ao conteúdo da temática.
Uma primeira leitura geral do texto é preciso para que você possa ter uma idéia de conjunto da estrutura do pensamento do autor. Nesse primeiro contato, é possível que você encontre conceitos, idéias e/ou termos com os quais ainda não está familiarizado, mas que a falta de esclarecimento pode comprometer o entendimento e os resultados da leitura. Calma! Isso não pode ser obstáculo ao seu processo de aprendizagem. A recomendação é de que eles sejam destacados e pesquisados. A consulta a dicionários, enciclopédia, textos didáticos e literatura especializada e a consulta a outros professores e/ou especialistas podem ser fontes de esclarecimentos para você.
Esse procedimento metodológico, que você vai ver é bem simples, além de enriquecer com novos conhecimentos e informações, evita que a sua leitura seja prejudicada pela falta de esclarecimentos necessários acerca dos termos e/ou expressões utilizados pelo autor.
Ao final dessa “viagem panorâmica”, você tem o desafio de recompor a estrutura redacional do texto. Tente ao final da leitura dar conta das idéias contidas em cada parte da unidade trabalhada (capítulo, parágrafo etc.). Ao fazer isso, você pode sintetizar as idéias do autor num esquema, incluindo tema e subtemas. Ao elaborar o esquema você estará recompondo a seqüência lógica de exposição das idéias do autor.
Como trabalho acadêmico, você pode fazer uso do esquema para fazer um resumo (vamos ver mais na frente), para fazer apresentações em seminários ou outra atividade que necessite situar os participantes em relação ao conteúdo a ser tratado, como uma aula, por exemplo. O esquema também é útil na elaboração de seus textos, com ele você garante a ordenação de suas idéias numa seqüência coerente, ou seja, com início, meio e fim facilitando a compreensão do leitor acerca do que se quer comunicar.



Trabalho de aplicação de um Esquema

Identificação bibliográfica
FURLAN, Vera Irmã. O estudo de textos teóricos. In CARVALHO, Maria Cecília. M de
(ORG.). Metodologia Científica. Fundamentos e Técnicas – Construindo o saber. 9 ed.
Campinas. SP: Papirus, 2000, CAP. II

                                            O Estudo de Textos Teóricos
   O que é texto?
        O texto é obra humana, produto humano, e se expressa por meio dos mais variados
 meios simbólicos: peças de teatro, filmes, televisão, pinturas, esculturas, literatura, poesia,
 livros científicos e filosóficos, artigos de revistas e jornais etc. Os textos são a memória do
 homem na qualidade de ser-no-mundo e se constitui na herança que possibilita dar
 continuidade à obra humana na história.
        Autor do texto é um homem historicamente situado, que vive a experiência do
mundo com os homens, que participa do existir num tempo e espaço específicos a partir de
determinadas condições econômicas, políticas, ideológicas e culturais. Enquanto produto
das suas relações com o mundo, é ao mesmo tempo produtor, que transforma o mundo
colocando algo de si, mesmo quando não existe o desejo intencional de faze-lo.
        O texto, a obra, é a expressão do viver, experiência, participar, é o produto
colocado no mundo, tem a marca humana. É a manifestação do que o homem produz nos
vários campos das artes, da literatura, do saber. É carregado de significações ... O texto
ilumina e esconde, escurece o mundo e, ao mesmo tempo em que pretende dar respostas
aos questionamentos suscitados pelos homens, levanta outras questões, outras perguntas.
Esclarece, obscurece ...
        A obra é histórica, sempre guarda um sentido subjacente; portanto, não é objeto,
não é algo pronto, acabado, definitivo, absoluto. È um eterno fazer-se, o resultado do
conjunto de experiências que o homem vivencia na história.
 
 




        



















 Furlan (2000, p.123/24), ao tratar do esquema, a autora indica os seguintes procedimentos para a elaboração:
Durante a fase inicial da leitura, você deve grifar (sublinhar) as “palavras-chave” dos parágrafos. Esteja atento(a), em cada parágrafo do texto é um momento de desenvolvimento do raciocínio, do desdobramento da argumentação, na apresentação das idéias ou conceitos que, no conjunto, demonstram a posição assumida pelo autor. Por isso, para que você tenha uma boa compreensão do texto que estiver lendo, é necessário ter clareza das idéias apresentadas nos parágrafos. Para o levantamento destas pode-se proceder da seguinte forma:
         - Pergunta-se: de que fala o parágrafo?
         - Deve-se grifar estas palavras.
Os textos, via de regra, apresentam vários parágrafos que tratam do mesmo conceito, sendo assim, grifa-se apenas quando este aparece pela primeira vez.
Importante: não confundir as “palavras-chaves” com as idéias que exercem maior atração, maior interesse por parte do leitor. Estas devem ser destacadas na fase posterior da leitura, no momento da interpretação do texto.
A partir do levantamento das “palavras-chaves” nos parágrafos, elabora-se o Esquema destas idéias.
Os textos teóricos normalmente apresentam a seguinte estrutura lógica:
a) Introdução (composta pelos primeiros parágrafos) – onde o autor apresenta o assunto, o problema levantado em torno dele e a posição que defende a partir do problema.
b) Desenvolvimento – neste o autor apresenta os argumentos que justificam a posição assumida.
c) Conclusão (últimos parágrafos) – nesta o autor “fecha” o texto apresentando o resultado de sua pesquisa.
Por isso, na elaboração do se Esquema, procure identificar nos parágrafos onde o autor introduz, desenvolve e conclui o texto. Em seguida sublinhe em cada uma destas partes as “palavras-chave” grifadas, que, no seu conjunto, constituem o esquema do raciocínio lógico do autor, possibilitando, assim, a “visão do todo” do texto.
O esquema pode ser elaborado a partir do vocabulário utilizado pelo autor do texto.
No caso do texto acima, acompanhe uma possibilidade de elaboração do esquema:
- No primeiro parágrafo (introdutório) a autora define texto: obra humana expressa de diferentes formas, como memória torna-se herança na história da humanidade.
- No segundo e terceiro parágrafo ela desenvolve os argumentos que sustentam as idéias defendidas no parágrafo anterior (introdutório): no segundo caracteriza o autor do texto: ser humano historicamente situado, produto e produtor de relações sociais e no terceiro, indica qual é a função de um texto: fruto da subjetividade humana, os seus significados contribuem tanto para esclarecer como suscitar novas questões.
- No quarto parágrafo a autora conclui seu pensamento: o texto enquanto obra histórica é produto inacabado.
Como base nesse exercício de compreensão geral das idéias do autor do texto, você tem a possibilidade de elaborar um resumo.
b) Resumo
Um resumo não é uma atividade exclusiva do estudo de um texto. Representa uma necessidade intelectual. Você sabia que hoje a maioria das publicações e inscrições de trabalhos em eventos científico-culturais exige a apresentação de um resumo? Daí a importância da sua elaboração. Na maioria das vezes, a produção ou resultados de pesquisas são avaliados primeiramente pelo resumo.
No caso de um texto, o resumo consiste em colocar em evidência as idéias principais de um texto, de maneira que a unidade do pensamento do autor apareça, identificando as ligações principais que ele estabelece entre as idéias. A sua qualidade está diretamente relacionada à qualidade da leitura que a precede. Daí ser um auxiliar importante na seleção de leituras.
A NBR 6028 (ABNT, 2003e), define resumo como “a apresentação concisa e seletiva de um texto, ressaltando de forma clara e sintética a natureza do trabalho, seus resultados e conclusões mais importantes, seu valor e originalidade”. No resumo de teses, dissertações, monografias (inclusive o TCC) e artigos, ele precede (vem antes) o texto. Quando não integra o texto original, ou seja, quando ele é um produto individual, a primeira coisa que você tem que fazer é a identificação bibliográfica completa do texto resumido.
Ao fazer o seu resumo, procure ser objetivo, colocando apenas as informações mais significativas, respeitando a estrutura e as idéias do texto original. O resumo deve conter de 50 a 100 palavras, para comunicações breves; de 100 a 250 para artigos de periódicos; de 150 a 500 palavras, para trabalhos acadêmicos e relatórios técnicos, e limitar-se a um parágrafo.

ATIVIDADE 1 – EXERCITANDO SUA APRENDIZAGEM
Tomando por base as palavras sublinhadas que compõem o esquema das idéias do ator, elabore um resumo do texto a seguir, organizando frases com as palavras do esquema de forma seqüêncial:
“Na psicanálise freudiana muito comportamento criador, especialmente nas artes, é substituto e continuação do folguedo da infância, Como a criança se exprime em jogos e fantasias, o adulto criativo o faz escrevendo ou, conforme o caso, pintando. Além disso, muito do material de que ele se vale para resolver seu conflito inconsciente, material que se torna substância de sua produção criadora, tende a ser obtido das experiências da infância”
(KNELLER, 1976, p.42-3).

Resumo
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Um lembrete! A sua preocupação maior não deve ser se vai usar vocabulário próprio ou do autor, mas apresentar as principais idéias do texto, de forma reduzida. O exercício desta técnica vai possibilitar que você resuma não apenas um parágrafo, mas capítulos e mais tarde uma obra inteira.
         c) Resenha
Ainda que a elaboração da resenha (também chamada de resumo crítico ou recensão) não esteja normalizada pela ABNT, ela, além de apoiar você no seu processo de leitura de maneira proveitosa, tem sido usada como uma forma de elaboração e comunicação do trabalho acadêmico-científico.
De um modo geral, podemos considerar a resenha como uma apreciação criteriosa sobre determinada obra. Por meio de um “diálogo” com os autores das obras, você começará a exercitar uma postura crítica diante do conteúdo do texto, ou seja, na elaboração de uma resenha o aluno é “chamado” a comentar as idéias do autor.
Tal como as formas anteriores de trabalho acadêmico, na elaboração de uma resenha, você tem que observar a delimitação do espaço (que dependendo da finalidade , pode variar entre duas a dez laudas), os objetivos que se propôs e a finalidade (publicação, atividade acadêmica etc.). O objetivo principal da resenha é fazer uma apreciação crítica, comentada sobre uma determinada obra para publicação ou divulgação. De acordo com Severino (1986, p.181, além do caráter puramente informativo, ela é útil por contribuir com comentários críticos. Como você deve ter percebido, podemos considerar que existem dois tipos de resenha. A informativa, que limita-se a expor o conteúdo do texto resenhado com a maior objetividade possível.E a crítica, cujo conteúdo da obra é acompanhado por uma apreciação crítica.
De acordo com Azevedo (1992, p.32-3), uma resenha incluí três seções principais: introdução, que precisa ser breve. Nela, você, além de contextualizar o assunto de que trata o livro, precisa discutir a relevância do assunto, localizando-o no tempo e no espaço. Dessa forma, você estará incentivando o leitor a ler o trabalho.
Na segunda seção, você vai fazer o resumo da obra. Conforme vimos nos três últimos parágrafos acima, você pode fazer o resumo sem a crítica, apenas apresentando as idéias principais do autor de forma concatenadas e ordenadas. Ou, incluindo a crítica, neste caso você vai exercendo a sua opinião, mostrando os pontos falhos, revelando as ideologias, destacando os pontos válidos etc. Nesta seção você pode incorporar as citações formais, com aspas seguidas de indicação das páginas de onde foram extraídas.
A terceira seção é reservada para você dar a sua opinião, uma espécie de conclusão. Enfim, a obra tem alguma validade? Que tipo de validade? O que falta ao livro? Há alguma originalidade? A leitura é agradável? No caso de algum senão, será útil indicar a página para que o leitor possa conferir.
Modelo de Resenha
MACHADO, I.F.; RIBAS, O.T.; OLIVEIRA, T.
A. Cartilha: procedimentos básicos para uma arquitetura no trópico úmido. São Paulo: Pini,1986.
Trata-se de um pequeno manual para iniciantesnos problemas do projeto de habitações nas regiões do Brasil, situadas basicamente na bacia do Amazonas.
O livro inicia-se com uma visão geral do que se deve obter com uma casa, propondo também uma teoria de como se deve “construir corretamente”. Esta primeira parte critica o atual panorama das atividades construtivas, mais voltadas para objetivos de “representação de status” do usuário que para o conforto físico e psicológico, e para a economia dos recursos disponíveis.
Em contraposição a essa postura, o livro enumera os condicionantes “corretos”, o clima, o solo, a paisagem e os cuidados que devem ser tomados para obter-se o máximo de desfrute desses fatores, sugerindo inclusive algumas providências para que a intervenção humana seja a menos predatória possível. Sabe-se que a região em apreço é de extrema fragilidade, e o risco de desertificação da região é um perigo presente, como já alertaram biólogos e outros estudiosos da Amazônia.
Quanto aos recursos econômicos, o trabalho enfatiza a utilização de soluções já consagradas pelo uso, descrevendo cada elemento construído da habitação, desde os alicerces, estruturas portantes, coberturas, vedações, aberturas (portas e janelas) bem como os equipamentos sanitários.
Aqui nota-se um pequeno senão no trabalho, ou seja, as recomendações não atingem o nível quantitativo. Por exemplo, ao propor fossas sépticas para o tratamento de esgotos sanitários, em residências situadas em áreas pouco urbanizadas, os autores deveriam dar um dimensionamento dessas fossas em relação ao número de usuários. Ou, quando, propõem a utilização de madeira para estruturas de coberturas, sugerem sua impermeabilização, mas não dão nenhuma regra prática de como proceder a essa impermeabilização (e proteção contra xilófagos, de uma maneira geral).
Uma outra crítica mais grave pode ser, entretanto, feita: todo o manual está montado em torno de considerações sobre a cãs isolada, de acordo com a tradicional ocupação rural da região amazônica. De fato a população dessa área do país sempre foi muito rarefeita. Entretanto, não é essa a tendência que se verifica atualmente, nem é o que se pode prever para o futuro. Nesse sentido o manual não orienta, não faz menção de agrupamentos concentrados de habitações, seja sobre o solo, seja em altura.
Considerada a pobreza de manuais no país, não podemos deixar de registrar o meritório esforço dos autores e da editora, que se dispôs a editá-lo. Pela correção do método empregado e pela segurança das informações contidas, julgamos que esse manual será útil para estudantes de arquitetura, no sentido de introduzi-los em problemas de conforto ambiental e conservação da natureza, qualquer que seja a latitude onde um dia irão atuar.
Júlio Roberto Katinky
Faculdade de Arquitetura e Urbanismo,
USP, São Paulo.
                                                                                                                                Resenhista

ATIVIDADE 2 – EXERCITANDO A SUA PARENDIZAGEM
1) Marque no texto resenhado acima palavras desconhecidas ou que não saiba o seu significado. Pesquise em dicionários, enciclopédia o significada de cada uma.
2) Identifique quantas seções o texto resenhado possui, indicando onde cada uma começa e termina.
3) Que tipo de resenha é feito nesse texto. Cite dois trechos dele que ilustre a sua resposta.                                                                                                                                                                   Boa Sorte!
d) Artigo
Um artigo é um instrumento de comunicação científica. Em por finalidade comunicar os resultados de um estudo e/ou pesquisa; divulgar conhecimentos; contestar, refutar ou apresentar soluções para uma situação controvertida.
Trata-se de um trabalho completo, sua estrutura pode variar entre 5 a 20 laudas, depende das diretrizes do solicitante. Em geral, o artigo é elaborado para publicações em revistas especializadas. Mas você, durante a sua vida acadêmica pode ser solicitado a elaborar o seu artigo.
Categorias de artigos e suas dimensões (AZEVEDO, 1992, P.81)
- Ensaio: artigo teórico sobre determinado tema (12 a 20 laudas);
- Relato: resulta da intenção de publicar resultados de pesquisa de campo ou de laboratório (10 a 12 laudas);
- Revisão de literatura: artigo que trata do levantamento do estágio atual de determinado assunto à luz da bibliografia disponível (8 a 10 laudas)
- Resenha: comentário crítico de uma obra (2 a 10 laudas).
Em relação ao formato de apresentação, em geral, inclui: título e subtítulo, se houver, autor(es), credenciais do(s) autor(es), resumo, introdução, corpo do artigo (com subtítulos, porém não é em forma de capítulo), conclusão, referências bibliográficas (segundo a ABNT).

2.3. ELEMENTOS DA ESTRUTURA DE TRABALHOS ACADÊMICOS (NBR 14724)
2.3.1 Elementos pré-textuais
a) Primeira Capa
b) Folha de rosto
c) Folha de aprovação
d) Dedicatória
e) Agradecimentos
f) Epígrafe
g) Sumário
h) Listas: Ilustrações, tabelas e quadros, abreviaturas e siglas
i) Apresentação
j) Resumo
2.3.2 Elementos textuais
a) Introdução
b) Revisão da literatura
c) Desenvolvimento
d) Conclusão
2.3.3  Elementos pós-textuais
a) Referências Bibliográficas
b) Anexos
c) Glossário
Última Capa


2.4  APRESENTAÇÃO GRÁFICA (NBR 14724)
2.4.1 Formatação: papel, margens, espacejamento
2.5 CITAÇÃO (NBR 10520)
2.5.1 Tipos de Citação
- Citação Direta
a) Citação de até três linhas
b) Citação com mais de três linhas
c) Omissões de citações
d) Acréscimo em citação
e) Incorreções em citações
f) Ênfase em citações
g) Dúvida em citações
h) Destaque em citações
Citação Indireta
Citação da citação
2.5.2 Sistemas de chamada de citações
 Chamada por autor (Sistema alfabético)
 Chamada por número
 Chamada por Asterisco
2.6  NOTAS DE RODAPÉ
2.6.1 Tipos
a) Nota explicativa
b) Nota de tradução
c) Nota para qualificar a autoridade
d) Remissivas
2.7 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS (NBR 6023)
2.7.1 Elementos de referências:
a) Elementos essenciais
b) Elementos Complementares
 Especificação e ordem dos elementos de referências

A NBR 14724 de AGO de 2002, p.3 da ABNT define Trabalho Acadêmico “documento que representa o resultado de estudo, deve expressar conhecimento do assunto escolhido, que deve ser obrigatoriamente emanado da disciplina, módulo, estudo independente, curso , programa e outros ministrados. Deve ser feito sob a coordenação de um orientador.” Inclui-se Trabalho de Conclusão de Curso –TCC, Trabalho de Graduação Interdisciplinar – TGI, Trabalho de Conclusão de Especialização e/ou aperfeiçoamento e outros trabalhos monográficos como dissertação de mestrado e tese de doutorado.
A idéia de elaborar este pequeno manual foi com o intuito de fornecer princípios gerais e orientações básicas aos que são exigidos organizar e apresentar algum tipo de trabalho acadêmico, particularmente para os meus alunos de graduação e de especialização.
2.3 ELEMENTOS DA ESTRUTURA DE TRABALHOS ACADÊMICOS (NBR 14724)
Todo trabalho acadêmico independente da área de interesse orienta-se pelos seguintes elementos:
2.3.1  Elementos pré-textuais
São aqueles elementos que auxiliam na identificação do trabalho
Capa (obrigatório)
Contém as informações indispensáveis a sua identificação e são dispostas na ordem seguinte: nome da instituição (opcional), nome do autor, título e subtítulo (se houver) do trabalho (negritado), local (cidade), data (da entrega)
Folha de rosto (obrigatório)
Anverso da folha de rosto e a ordem dos elementos:
a) nome do autor do trabalho;
b) título principal do trabalho: deve ser claro e preciso;
c) subtítulo: se houver, evidenciar a sua subordinação ao título principal, precedido de dois-pontos;
d) natureza (trabalho de conclusão, projeto de pesquisa e outros) e objetivo (aprovação em disciplina, grau pretendido e outros); nome da instituição a que é submetido; área de concentração. O texto deve ser alinhado do meio da mancha para a margem direita.
e) nome do orientador e, se houver, do co-orientador;
f) local (cidade) da instituição onde deve ser apresentado;
g) data da entrega.
Verso da folha de rosto
Apresenta a ficha catalográfica
Folha de aprovação (obrigatório)
É constituída pelo nome do autor do trabalho, título do trabalho e subtítulo (se houver), natureza, objetivo, nome da instituição a que é submetido, área de concentração, data da aprovação, nome, titulação e assinatura dos componentes da banca examinadora e instituições a que pertencem.
Dedicatória (opcional)
Texto curto, por meio do qual o autor dedica seu trabalho a alguém. É transcrita na parte inferior da página e dispensa a palavra dedicatória.
Agradecimento(s) (Opcional)
Página que o autor expressa agradecimento a pessoas e instituições que colaboraram para a execução do trabalho. Coloca-se a palavra agradecimentos no espaço superior da folha observando a margem.
Epígrafe (Opcional)
É a inscrição colocada no início de um trabalho, pode figurar também nas folhas de abertura de cada capítulo ou partes principais. A fonte é indicada abaixo do texto, alinhada na margem direita.
Resumo na língua vernáculo (obrigatório)
Apresentação concisa e objetiva do texto, destacando o objetivo, o método, os resultados e as conclusões do trabalho. Redigido em um único parágrafo, em espaço simples, com no máximo 500 palavras. Abaixo incluir palavras-chave, representativas do conteúdo do trabalho.
Resumo em língua estrangeira (opcional)
Texto transcrito com as mesmas características do resumo em língua vernácula, digitado em folha separada.
Listas de Ilustrações, tabelas e quadros e abreviaturas e siglas (opcional)
Inclui-se elementos como desenhos, fotografias, gráficos, mapas, organogramas, quadro, tabelas e outros, que devem ser apresentados de acordo com a ordem apresentada no texto, com cada item designado por seu nome específico, acompanhado pelo respectivo número de página.
Sumário (obrigatório)
Trata-se das partes que indicam o conteúdo do trabalho são acompanhadas dos respectivos números de páginas.
2.3.2 Elementos textuais
a) Introdução
b) Desenvolvimento
c) Conclusão
2.3.3 Elementos pós-textuais
 Referências (Bibliográficas) .
Trata-se da lista de autores lidos e citados
 Bibliografia Consultada (Obrigatório)
Trata-se da lista de autores lidos mas não citados.
 Bibliografia (Obrigatório)
Trata-se da lista de autores citados e não citados
 Anexos (opcional)
 Glossário (opcional)
2.4 APRESENTAÇÃO GRÁFICA (NBR 14724)
 Formatação
Na apresentação de texto deve-se observar as seguintes regras gerais: papel branco A4, digitados na cor preta, exceto as ilustrações. Fonte da digitação recomendada é o Arial ou Times New Roman, salvo nos casos em que outra fonte for indicada. O tamanho do texto é 12 e para efeito de alinhamento deve ser utilizado o justificado.
 Margem
Observar margem de 3 cm na esquerda e superior das folhas e 2 cm na direita e inferior.
 Espacejamento
Recomenda-se a digitação em espaço 1,5. Os títulos das subseções devem ser separados por dois espaços. As citações longas, as notas, as referências e os resumos são digitados em espaço simples.
 Paginação
As páginas, a partir da folha de rosto, devem ser contadas seqüencialmente, mas não numeradas. A numeração é colocada, a partir da primeira folha da parte textual (introdução), em algarismo arábicos, no canto superior da folha, inclusive os anexos.
2.5 CITAÇÃO
A NBR 10520 (AGO 2002, p. 1) define citação como a “menção de uma informação extraída de outra fonte”. Pode ser feita no texto ou em notas de rodapé. As citações chamadas pelo sobrenome do autor, instituição ou título incluído na sentença devem ser em letras maiúscula e minúscula e, quando estiverem entre parênteses, devem ser em letras maiúsculas. Exemplos: Segundo Silva (2002, p.12): “o meio ambiente é uma construção social”. Ou “O meio ambiente é uma construção social”(SILVA, 2002, p.12).
2.5.1 Tipos de Citação
a) Citação Direta: trata-se da transcrição textual (mesma grafia, pontuação, o uso de maiúscula e o idioma original) de parte da obra do autor consultado com o objetivo de esclarecer, ilustrar ou sustentar o assunto apresentado. Especificar página, volume, seção seguindo a data, separado por vírgula.
 b) Citação de até três linhas: feitas no próprio texto, com o mesmo tipo e tamanho de fonte e aspa dupla (“....”).
 c) Citação com mais de três linhas: deve ser destacada com recuo de 4 cm da margem esquerda, com letra tamanho 11, sem aspas e separada do texto que a precede ou sucede por três espaços simples.
d) Omissões de citações: [...]
 e) Acréscimo em citação: [ ]
 f) Incorreções em citações: erro ortográfico ou erro lógico devem ser indicados pela expressão sic, entre colchetes.
g) Ênfase em citações: para dar ênfase grifar, negritar ou colocar em itálico.
h) Dúvida em citações: usa-se o ponto de interrogação entre colchetes.
i) Quando os dados foram obtidos por informação verbal (palestras, debates, comunicação etc.), indicar, entre parêntese, a informação verbal, mencionando-se os dados disponíveis, em nota de rodapé.
j) Citação Indireta: Toma-se como referência a idéia do autor consultado, resgardando o sentido do texto original.
l) Citação da citação: utilizada na impossibilidade de acesso ao original, usa-se a expressão apud.
2.5.2 Sistemas de chamada de citações
As citações são indicadas no texto por um sistema de chamada numérico ou autor-data. O método optado deve ser seguido ao longo do trabalho.
a) Chamada por autor ou instituição (Sistema alfabético)
Segundo Silva (2002, p.12) ou (SILVA, 2002, p.12); Universidade Estadual do Pará (2003, p.4) ou UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ (2003, P.4).
b) Chamada por número: as citações devem ter numeração arábica única e consecutiva. O número deve figurar, no texto, após o sinal de pontuação que encerra uma citação ou após o termo a que se refere. O sistema numérico não deve ser utilizado quando há notas de rodapé.
Exemplo: Segundo Silva (1)
2.6 NOTAS DE RODAPÉ
Recomenda-se a utilização do sistema autor-data para as citações no texto e o numérico para as notas explicativas. Observar o alinhamento a partir da segunda linha da mesma nota, abaixo da primeira letra da primeira palavra, sem espaço entre elas e com fonte 10.
2.6.1 Tipos
a) Notas explicativas: são notas para apresentar comentários, esclarecimentos ou considerações complementares que não podem ser incluídas no texto. A numeração é feita de forma única e consecutiva para cada capítulo ou parte e em algarismo arábico.
b) Notas de referência: trata-se de notas que indicam fontes consultadas ou remetem a outras partes da obra onde o assunto foi tratado. A numeração é feita de forma única e consecutiva para cada capítulo ou parte e em algarismo arábico. Devem conter o sobrenome do autor, data da publicação e outros dados para localização da parte citada.
c) A primeira citação de uma obra, em nota de rodapé, deve ter sua referência completa.
d) As citações subseqüentes da mesma obra podem ser referenciadas de forma abreviada, desde que na mesma página ou folha da citação a que se referem, utilizando-se as seguintes expressões:
- Idem – mesmo autor – Id.;
- Ibidem – mesma obra – Ibid.;
- Opus citatum – obra citada – op. cit.;
- Confira, confronte – Cf.;
2.7  REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS OU BIBLIOGRAFIA (NBR 6023)
1 Referência: conjunto padronizado de elementos descritivos, retirados de um documento, que permite sua identificação individual. É constituída de elementos essenciais e, quando necessário, acrescida de elementos complementares.
2 Elementos de referências:
2.2 Elementos essenciais – trata-se das informações indispensáveis à identificação do documento: autoria (pessoa física ou entidade coletiva), título e subtítulo, edição e imprenta (local, editora e data).
2.3 Elementos Complementares: trata-se de informações que, acrescentadas aos elementos essenciais, permitem melhor caracterizar os documentos: número de páginas ou volume, nome ou o número de série.
3 Regras gerais de apresentação de referências:
3.2 Os elementos essenciais e complementares da referência devem ser apresentados em seqüência padronizada.
3.3 As referências são alinhadas somente à margem esquerda do texto, em espaço simples e separadas entre si por espaço duplo.
3.4 O recurso tipográfico (negrito, grifo ou itálico) utilizado para destacar o elemento título deve ser uniforme em todas as referências de um mesmo documento.
3.5 A opção pela utilização de elementos complementares, estes devem ser incluídos em todas as referências daquela lista.
4  Autoria
4.2 Autoria pessoal: efetua-se a entrada pelo último sobrenome, em maiúscula, do autor seguido dos prenomes abreviados ou não. Para documentos elaborados por até três autores, mencioná-los na mesma ordem em que constam da publicação, separados por ponto e vírgula. No caso de mais de três autores, indica-se o primeiro autor, acrescentando-se a expressão et al.
4.3 Responsabilidade intelectual destacada: quando houver indicação explícita de responsabilidade pelo conjunto da obra, em coletânea de vários autores, a entrada é feita pelo nome do responsável, seguida da abreviação, no singular, do tipo de participação (organizador – Org.; compilador, editor, coordenador etc.), entre parênteses.
4.4 Outros tipos de responsabilidade (tradutor, revisor, ilustrador e outros) acrescenta-se após o título.
4.5 Autor entidade: as obras de responsabilidades de entidades têm entrada, de modo geral, pelo seu próprio nome, por extenso e em maiúscula.
Exemplo: UNIVERSIDADE DO ESTADO DO PARÁ. Catálogo de teses. Belém, 2002.
4.4.1 Quando a entidade tem uma denominação genérica, seu nome é precedido pelo nome do órgão superior.
BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. Relatório de Atividades. Brasília, DF, 2001.
4.6 Congressos, Conferências, Simpósios, Seminários e outros: incluir nome do evento, número, ano e local da realização. Exemplo: SIMPÓSIO DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES, 4., 2003, Capanema, PA.
4.7 Publicações consideradas no todo:
4.6.1 LIVRO
SOBRENOME, prenome (do autor). Título: subtítulo. Edição. Local de publicação (cidade): Editora, data (ano da publicação).
4.6.2 Trabalhos Acadêmicos
SOBRENOME, prenome (do autor) Título: subtítulo. Ano. Número de paginas ou volumes. Categoria (grau e área) – Instituição, cidade, ano.
Exemplo: SILVA, M. das G. da. Discurso educativo e apropriação do meio ambiente. O caso da UHE Tucuruí/PA. 2002. 184 f. Tese (Doutorado em Planejamento Urbano e Regional) – Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de janeiro, 2002.
4.7.1 Parte de publicações
a) Capítulo, volume, fragmentos e outros: autor (es), título da parte, seguido da expressão “In:”, e da referência completa da monografia no todo. Informar a paginação da parte referenciada. Quando necessário, acrescentar elementos complementares.
b) Quando o autor da parte for o mesmo da obra principal referencia-se a obra no todo, caso deseje-se destacar o capítulo o nome do autor deve seu substituído por travessão equivalente a seis espaços. In: _______.
4.7.2 Parte de publicações em meio eletrônico: deve obedecer os mesmos padrões indicados na alínea a do item
4.6.3, acrescida das informações relativas à descrição física do meio eletrônico (disquetes, CD-ROM, online etc.)
a) Quando tratar-se de obras consultadas online deve-se acrescentar-se as informações sobre o endereço eletrônico, apresentado entre os sinais < >, precedido da expressão Disponível em: < http://www. ...> . Acesso em: (data). Os dados referentes a hora, minutos e segundo é opcional.
4.7.3 Publicação periódica
a) Incluir os dados referentes a coleção como um todo: fascículo ou número de revista, número de jornal, caderno, etc. na íntegra, e a matéria consultada.
TITULO DO PERIÓDICO. Local da publicação (cidade): Editor, ano do primeiro volume e ano do último (se houver)
Exemplo: REVISTA BRASILEIRA DE CIÊNCIAS SOCIAIS. São Paulo: ANPOCS, 2002 – Quadrimestral. ISSN 0102-6909.
b) Artigos de publicações periódicas (revista, boletim, etc.): inclui partes de publicações periódicas. Os elementos essenciais são: SOBRENOME, Prenome (autor do artigo).Título do artigo. Título do periódico, local da publicação (cidade), número do volume, número do fascículo, página inicial-final, mês e ano.
Exemplo: ABREU, R. Emblemas da nacionalidade: o culto a Euclides da Cunha. Revista Brasileira de Ciências Sociais, são Paulo, n.24, ano 9, p. 66-84, fev. 1994.
c) Artigos de publicações periódicas (revista, boletim, etc.) em meio eletrônico: obedecem as mesmas referências da alínea b do item 5.4.7.3, acrescidas das informações relativas à descrição física do meio eletrônico (disquetes, CD-ROM, online, etc.).
Exemplo: SILVA, M. das G. da. Hidrelétricas e discursos educativos. SBS, Fortaleza/CE, n. 2, 2001. 1 CD-ROM.
SILVA, M. das G. da. Hidrelétricas e discursos educativos. UNICAMP, Campinas/SP, set.2003.
Disponível em: . Acesso em:15 set. 2003
d) Artigo de jornal: os elementos essenciais são: SOBRENOME, Prenome (Autor do artigo)> Título do Artigo, Título do jornal, local, data da publicação (dia, mês e ano), n. ou título do caderno, seção ou suplemento, páginas inicial-final.
Exemplo: AMORIM, P. Reforma Tributária. Jornal do Brasil, Rio de janeiro, 12 set. 2003. Atualidade, caderno 3, p.8.
e) Artigo de jornal em meio eletrônico: obedece os mesmos padrões indicados no item anterior, acrescidas das informações relativas à descrição física do meio eletrônico.
Exemplo: : AMORIM, P. Reforma Tributária. Jornal do Brasil, Rio de janeiro, 12 set. 2003. Atualidade, caderno 3, p.8. Disponível em: < http://www.folhasãopaulo.com.br/Atualidade.htm>. Acesso em:15 set. 2003.
f) Trabalho apresentado em evento: os elementos essências são: SOBRENOME, Prenome (do autor do trabalho). Titulo:subtítulo. In: NOME DO EVENTO, número (se houver), ano e local da realização. Título do documento (anais, atas etc.). Local da publicação (cidade): editora, ano da publicação e pagina inicialfinal do trabalho.
Exemplo: SILVA, M. das G. da. Aspectos Sociológicos e realidades locais. SIMPÓSIO DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES, 4., 2003, Capanema/PA. ATAS... Belém:UEPA/CCFP, 2003, p.5.
g) Trabalho apresentado em evento em meio eletrônico: as referências obedecem os mesmos padrões da alínea anterior (f), crescidas das informações relativas à descrição física do meio eletrônico (disquetes, CD-ROM, online, etc.) .
Exemplo de online: SILVA, M. das G. da. Aspectos Sociológicos e realidades locais. SIMPÓSIO DE FORMAÇÀO DE PROFESSORES, 4., 2003, Capanema/PA. ATAS... Belém:UEPA/CCFP, 2003, p.5. Disponível em: . Acesso em:15 set. 2003.
h) Arquivos em Disquete: SILVA, M. das G. da. Normalização. doc. Belém, 21 de setembro de 2003. Disquete 3 ½. Word for Windows 6. 0.
i) Referências via CD-ROM: UNIVERSIDADE DO ESTADO DO PARÁ. Memória do III Simpósio de
Formação de Professores. Belém: UEPA/CCSE, 2002. CD-ROM.
j) Correio Eletrônico (E-mai)l cujos elementos essências são: AUTOR DA MENSAGEM. Assunto da mensagem [mensagem pessoal]. Mensagem recebida por < e-mail do destinatário> data do recebimento.
Exemplo: SILVA, M. das G. Artigo para a Revista [mensagem pessoal]. Mensagem recebida por mariagg@uol.com.br em 15 set. 2003.
k) BIBLIA. Idioma. Título. Tradução ou versão. Local:Editor, data. No. de páginas ou n. de volumes. Notas.
Exemplo: BÍBLIA. Português. Bíblia Sagrada. Trad. Pe. Antonio Vieira. Erechim:Edelbra, 1995. 1102 p.
l) Trabalhos Escolares e notas de aula.
Exemplo: SILVA, M. das G. da. Anotações de aulas ministradas no curso de Doutorado em Planejamento Urbano e Regional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), disciplina Sociedade e Território, 1º Sem. 2000.
5.5. Observações gerais
5.5.1 Quando houver indicação de edição, esta deve ser transcrita, utilizando-se abreviaturas dos numerais ordinais e da palavra edição de forma abreviada.
5.5.2 Quando a cidade não aparecer no documento, mas pode ser identificada, indica-se entre colchetes [Belém]. Não sendo possível determinar o local, utiliza-se a expressão sine loco, abreviada, entre colchetes [S.l).
5.5.3 Quando a editora não poder ser identificada, utiliza-se a expressão sine nomine, abreviada, entre colchetes [s.n].
5.5.4 Sempre que necessário à identificação da obra, devem ser incluídas notas com informações complementares, ao final da referência, sem destaque tipográfico.
Exemplo: SILVA, M. das G. da. Aspectos Sociológicos e realidades locais. SIMPÓSIO DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES, 4., 2003, Capanema/PA. ATAS... Belém:UEPA/CCFP, 2003, p.5. Mimeografado.
6 REFERÊNCIAS
ASSOCIAÇÀO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, Rio de janeiro. Apresentação de citações em documentos: NBR 10520. Rio de Janeiro, 2002.
_____. Informação e documentação: trabalhos acadêmicos – apresentação: NBR 14724:2002. Rio de Janeiro, 2002______. Informação e documentação: Referências – Elaboração: NBR6023:2002. Rio de Janeiro de 2002.




FORMATAÇÃO DAS MARGENS




3 cm
Margem superior




                                                                  
                                                                                                                                             

3 cm                                                                                                                                 2 cm
Margem esquerda                                                                                            Margem direita                                                                              












2cm
Margem inferior








MODELO DE CAPA


Pontifícia Universidade Católica do Paraná
Centro de Teologia e Ciências Humanas
Programa de Pós-Graduação em Educação
Programa de Gestão de Instituição de Ensino













A MUDANÇA ORAGANIZACIONAL A SERVIÇO DA
 QUALIDADE NAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR











Curitiba
2008
 
 















































MODELO DE FOLHA DE ROSTO



Miriam Carnasciali dos Santos
















A MUDANÇA ORGANIZACIONAL A SERVIÇO DA
QUALIDADE NAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR






Dissertação apresentada à Coordenação do curso de Pós-graduação em Educação, da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, como requisito parcial para a obtenção do grau de Mestre


Orientador: Prof. Dr. Clemente Ivo Juliatto
















Curitiba
2008






 
 















































MODELO DE FOLHA DE AVALIAÇÃO






Miriam Carnasciali dos Santos








A MUDANÇA ORGANIZACIONAL A SERVIÇO DA
QUALIDADE NAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR





Dissertação apresentada à Coordenação do curso de Pós-graduação em Educação, da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, como requisito parcial para a obtenção do grau de Mestre. Sob a orientação do Prof. Dr. Clemente Ivo Juliatto.



                                                           Orientador: Prof. Dr. Clemente Ivo Juliato
           
                                        
                                           Prof. Dr. Eder Paschoal Pinto

                                                    
                                           Prof. Dr. Victor Meyer Jr.



     


                                                Curitiba
                                         2008






Curitiba
1998

 














































MODELO DE SUMÁRIO


SUMÁRIO



    Introdução..........................................................................................................................   6

1.      Natureza Teórica e prática da pesquisa científica....................................................  10

2.      Tipos de pesquisa.........................................................................................................  14
    2.1 A pesquisa acadêmica....................................................................................................  17
    2.2 A pesquisa de ponta.......................................................................................................  19
    2.3 Caracterização de pesquisas ..........................................................................................  21
    2.3.1 Caracterização de pesquisas por objetivos..................................................................  22
    2.3.2 Caracterização de pesquisas por fontes.......................................................................  25
    2.3.3 Caracterização de pesquisas por procedimentos.........................................................  29
  
    3. Textos resultantes de pesquisas cientificas...................................................................  32
    3.1 Resenhas.........................................................................................................................  33
    3.2 Relatórios........................................................................................................................  35
    3.3 Monografias....................................................................................................................  41
   
    Conclusão............................................................................................................................. 102
  
    Referências .......................................................................................................................... 108
 
 












































CAPA: consta na margem superior da folha o nome da instituição tuteladora, curso em que se escreve o trabalho apresentado, centralizado na linha; o título do trabalho, centralizado na folha, destacado em negrito e o tamanho deve ser fonte 12; a cidade, o nome da cidade e o ano de entrega do trabalho parecem na margem inferior da folha, sem pontuação.
FOLHA DE ROSTO: repetem-se as informações contidas na capa, mantendo a mesma diagramação, acrescentando-se nota indicativa sobre a natureza do trabalho.
FOLHA DE AVALIAÇÃO: deve conter os seguintes elementos: título do trabalho; nome do autor; nome dos examinadores; data da avaliação; nome da instituição, cidade, e ano da realização.
♦ FOLHA DE DEDICATÓRIA: é destinada a homenagem do autor para alguém. Deve ser breve e discreta. É opcional.
♦ FOLHA DE AGRADECIMENTOS: em geral é utilizada para fazer os agradecimentos pessoais e
ou institucionais
♦ LISTA DE QUADROS, ILUSTRAÇÕES E TABELAS: na mesma ordem em que se apresentam no documento, indicando seus títulos ou legendas, acompanhada dos respectivos números de páginas.
♦ SUMÁRIO: onde aparecem as principais divisões do trabalho, obedecendo à mesma ordem com que parecem no texto. A indicação do número da página deve localizar-se à direita.

2.8  MÉTODOS E ESTRATÉGIAS DE ESTUDO E APRENDIZAGEM
   1. CONSIDERAÇÕES GERAIS
Postulando o princípio de que a aprendizagem é um processo complexo, não se pretende aqui elaborar e analisar conceitos e proposituras intrincadas desta área do saber. Porém, julgou-se por bem situar:
a)             que todo comportamento humano é aprendido, com a ressalva de que há componentes reflexivos ou instintivos; por exemplo o ato de respirar, de movimentar partes do corpo; a vibração celular etc. ;
b)   que a aprendizagem é uma variável relevante que influencia o desempenho comportamental do homem, de suas habilidades de suas funções; e
c)             que o estudante, por conseguinte, precisa cumprir algumas exigências ou objetivos de aprendizagem, se quer tornar o seu pensamento ou conhecimento em práticas capacitadoras e produtivas.
Queremos, com a postulação acima declinada, acreditar que objetivos de aprendizagem e de instrução devem ser fixados pelo estudante que pretende freqüentar ( ou que já freqüenta) a Universidade e até mesmo em qualquer nível de contexto escolar.
Um dos objetivos da aprendizagem é circunscrever e descrever o resultado da instrução, ou seja, o conteúdo que o aluno aprende como sua conseqüência e situar o que o universitário será capaz de fazer, como resultado do que aprendeu. É descrever resultados adequados às expectativas a serem produzidas numa unidade de instrução e de conteúdo desenvolvido.
A nossa intenção na presente abordagem é a de fixar o princípio de que o ato de aprender depende de um sistema de aprendizagem que situa o aluno-aprendiz a nível de relação com o professor-educador e o sistema institucional. Ao primeiro compete o ato de estudar, de estar regulamente em aula, de aprender a dominar conceitos, definições e termos etc. Ao segundo compete liderar o planejamento da instrução, propor critérios de avaliação e selecionar objetivos que possam ser alcançados pelo estudante dentro do tempo disponível. Ao contexto institucional  correspondem as funções da Universidade que giram em torno de um núcleo composto pelos fatores: Ensino - Pesquisa – Profissão.
   O Sistema Nacional de Pós-Graduação assim define as funções da Universidade: formar professores, formar pesquisadores para o trabalho científico e preparar profissionais do mais elevado nível, com o objetivo de tornar as Universidades  verdadeiros centros de atividades criativas permanentes. Em síntese, a interação de atividades desenvolvidas em um curso superior à base de contatos significativos estabelecidos entre docentes e discentes tem uma expressão terminal que é o produto da vida sócio-cultural e política de um povo. Assim o ensino superior deve espelhar o desenvolvimento social global contendo funções genéricas e específicas. As funções genéricas asseguram a liberdade e a autonomia cultural próprias à investigação, à pesquisa, aos questionamentos e à solução de problemas que garantem a auto-identificação e a autodeterminação social e política dos grupos sociais. As funções específicas da instituição universitária se estabelecem dispondo de recursos técnicos e humanos capazes de garantir o processo de investigação que amplia o conhecimento através da pesquisa e de sua difusão pelo ensino.
Declinamos que uma das funções da vida acadêmica é o ensino. Por conseguinte, a Universidade, através de seus equipamentos humanos e materiais, responsabiliza-se pelo ensino e o estudante responsabiliza-se pela aprendizagem. O professor encaminha e sistematiza recursos de aprendizagem advindos de sua experiência e o aluno estuda e desenvolve o programa de aprendizagem, sozinho ou em grupos, assumindo a responsabilidade pelos seus resultados produtivos e opcionais. A ação do professor objetiva facilitar e orientar o processo.
Esta é a tônica da descoberta que se dá através da investigação e da pesquisa acadêmica, a qual é traduzida como ensinar pesquisando e a pesquisar aprendendo. Fortalece a inteligência e constrói a razão científica, mediante uma  proposta definida do estudante em estudar e fazê-lo participativamente.
O aluno deve optar pela situação de estudante como sendo uma situação profissional em que o aprendiz é o agente de seu aprendizado e de sua formação para qualquer que seja o eixo escolhido: Ensino – Pesquisa – Profissão.
Saber o que é estudar e aprender a estudar é uma disponibilidade responsável e intencional do estudante. Assume o seu lado modal e pessoal através de reflexões que o orientam a ter acesso a formas mais eficientes de estudo, melhorando os seus hábitos escolares, dominando técnicas e métodos concernentes aos objetivos da aprendizagem e da vida escolar acadêmica.

1 – ESTUDAR – CONCEITOS E DEFINIÇÕES
Retornando-se a temática do estudo consideramos importante enfatizar que o estudo é um processo investigatório, do qual resulta a aprendizagem de formas e modos de conhecimento, que se movimentam em obtenção de informes e conclusões que vão do dado  quantitativo ao qualitativo.
Estudar é uma das formas possibilitadoras de desenvolver o potencial próprio dos elementos cognitivos do ser humano – a sua inteligência; o potencial próprio ao mundo sensível aos sentimentos – amor, paixão, curiosidade; o potencial de vida – disciplina, autoconfiança, prudência, descoberta, domínio e autodomínio.
Em um plano mais prático, estudar é um esforço integral de aprender  e que “você” deve praticar para conseguir o que provavelmente deseja – “ser formado por um curso superior, o que não significa, em si, grande coisa, mas tem alto significado para muitas coisas extremamente importantes”.
Nos primeiros estágios da vida universitária, o estudante traz consigo quase sempre juízos, valores, idéias e conceitos admitidos pelo senso comum. A sua expressão conceitual é, quem sabe, um mosaico mal situado por crenças várias, atitudes e expectativas imediatistas que o estudante compartilha até então, com o seu grupo e a sua comunidade de referência. A sua linguagem é comum  à herança sócio-cultural própria ao cotidiano.
Esta é a estrutura do nosso estudante brasileiro, que inicia a vida universitária e que vai ser a partir de então estimulado e induzido a  novas observações e interpretações fenomenais cujo êxito dependerá dos motivos, atenção e reflexão que assume e que o conduzem a arte de estudar e como estudar.
A nível de curso superior, estudar é um ato consciente e volitivo determinado. Volta-se para o conhecimento e para a ação que supõem passagem gradativas de conceitos frouxos, no início, para um quadro de elaboração e de formulação de juízos mais adequados, sistematizados e comunicáveis de áreas  básicas ou específicas de sua formação.

2 – ESTUDAR E APRENDER: OBJETIVOS
A decisão de estudar em um curso superior exige do estudante uma postura que vai além de mera freqüência as aulas, para ser mais ou menos bem-sucedido em provas e testes. Estudar, em um curso superior, solicita do aluno valores inexplicavelmente envolvidos no plano de realização de sua aspiração de aprender os elementos, de sua ciência e profissão: “a aptidão para passar nos exames é habilidade útil que se relaciona com o treinamento profissional, e que tem sido destacada acentuadamente, embora seja de maior relevância o desenvolvimento da originalidade de pensamento e a curiosidade científica, características que, afinal, são as mais válidas”. Neste caso, esclarece-se que muitas vezes e em sua maioria, o nosso próprio sistema educacional, ainda caótico, está preocupado em valorizar o sistema nota. O universitário tem de estar ciente de que os objetivos de seu curso superior referem-se:  1) à  instrumentalização para o trabalho científico; 2) A aquisição as competência e método para empreender pesquisas e solucionar problemas; 3) ao domínio de métodos mais eficientes adequados à natureza dos trabalhos teóricos ou práticos; 4) a dispor-se a aprender; 5) a dispor-se a ler e analisar textos e obras consideradas específicas e gerais; 6) a obtenção de bons resultados em seus empreendimentos acadêmicos de maneira inteligente e, tanto quanto possível original; 7) a aprender a pensar e a planejar as atividades de aprendizagem, através de métodos ou técnicas de estudo.
A nível de cada curso e de cada disciplina o aluno precisa saber o que está estudando e para que o está fazendo. É imprescindível que o estudante detecte os objetivos mediatos e imediatos de cada disciplina e os compare com as motivações e motivos formativos e informativos que o dirigiram e o estão mantendo dentro de uma determinada área do saber.
Torna-se relevante que o estudante se auto-avalie ao se candidatar e ao freqüentar um curso complexo de disciplinas, lembrando-se que ele jamais poderá está motivado por alguma coisa se não sabe o porquê  e aonde o envolvimento e a dedicação a esta “coisa” o conduzirão.
Para o aluno definir o objetivo de seu curso e das disciplinas que o integram cumulativamente como obrigatórias e/ou optativas, é necessário perscrutar o objeto material e causal de cada uma delas. Posteriormente, deve-se relacionar conceitos e termos, bem como associar idéias que, se inicialmente aparecem como sendo esparsas, na verdade são adequadas a composições significantes e sistemáticas. 
Ao estudar, o aluno precisa relacionar objetivo, objetos de curso e de disciplinas de formação geral e específica. Ele deve ser capaz de classificar e relacionar cada área e subárea de conhecimento em função de sua formação geral e especifica, detectando o que lhe agrada e o que desagrada, bem como tudo aquilo que propicia êxito ou fracasso durante a sua vida estudantil, isto é, no tempo e espaço universitário.
Relativo ainda a objetivos e objeto de trabalho, o estudante precisa cônscio de que algumas matérias lhe são naturalmente mais aproximativas de seus objetivos ou de sua aptidão para o conhecimento.
Frente a todas as dificuldades apresentadas, o estudante terá  força para vencê-las se tiver entendido e estipulado que “os seres humanos têm natural potencialidade de aprender”. São curiosos a respeito do mundo em que vivem, até que, e a menos que, tal curiosidade seja entorpecida por nosso atual sistema educacional.
Os objetivos do aluno são ameaçados, quando:
a)         O indivíduo quer estudar, mas não aprecia e não se dedica a fazê-lo, porque fracassa continuamente;
b) O estudante propõem-se a estudar, mas não entende o que se ministra nas aulas, porque não tem base, porque não tem maturidade para certo conteúdo, porque não tem prontidão;
c) Não se estabelece um relacionamento construtivo e de compreensão das limitações apresentadas pelo confronto aluno versus professor;
d) O aluno não gosta da matéria e o professor afigura-se-lhe como pouco simpático;
          e) O aluno acha que a matéria que é ministrada nada tem a ver com  o que pretende adquirir como informação profissional.
Para resolver tais situações, algumas medidas imediatas são instrutivas:
a . 1) Procure achar uma boa razão que justifique o seu ingresso no curso que freqüenta; lembre-se sempre de que o seu saber depende do aprender e que este está subordinado ao modo de estudar.
Tenha em mente que você, sendo um bom aluno, terá melhor desempenho e por conseguinte precisará estudar menos, mas estudar corretamente. Comece a estudar as coisas mais agradáveis e depois as coisas menos agradáveis. Você vencerá o limite de “não gostar de estudar”.
Com isto, você está cumprindo um dos objetivos do ato de estudar.
b. 1) Se você quer estudar, precisa estar pronto e disposto a  vencer as suas limitações. Não pode pensar que não há mais nada a fazer quanto ao bom desempenho escolar.
Construtivamente você precisa repensar com seriedade sobre alguns fatores:
a)             Quais foram até o momento presente as suas decisões frente ao ato de estudar para aprender?
b) Manteve-se sempre organizado ou distraído frente ao ato de estudar?
c) Estudou habitualmente?
c. 1) O mundo não é uma redoma que contém selecionadamente todos os elementos positivos de convivência vital .
Pelo contrário, a vida é uma escola na qual o indivíduo precisa aprender a conviver com o agradável e o desagradável, sem ferir o seu sentido vital de realização. Uma  disciplina se tornará neste caso agradável de ser estudada, independentemente da figura do professor.
d. 1) O processo de aprendizagem constitui-se numa relação entre sujeito e o objeto de análise ou de estudo, exigindo do estudante uma postura responsável e participativa.
A eficiência no estudo depende do método utilizado adequadamente, mas o êxito depende de quem e de como o aplica, atendendo às particularidades de cada estudante, tais  como nível natural, competência escolar, motivação e disponibilidade para estudar.
Cônscios das diferenças individuais, que movem as pessoas na procura ou na vontade de saber, pode-se considerar algumas orientações gerais, que dirigem os passos dos universitários para a organização de sua vida de estudo:  São elas:
         1. Planejamento do tempo para o desempenho das atividades escolares: sem tempo suficiente destinado às atividades escolares método algum é suficientemente propício à aprendizagem.
            Diariamente é necessário destinar um espaço para o trabalho de pesquisa e aprendizado.
            Ouve-se, porém, com freqüência, de muitos alunos, argumentações relativas à falta de tempo para estudar, devido ao acúmulo de funções que precisam desempenhar, para garantir suas exigências e  aspirações de vida.
            Neste mundo tão atribulado, ao planejar a vida estudantil, o estudante tem de conseguir distinguir atividades essenciais de atividades não-essenciais. Na elaboração e distribuição de seu tempo, faça-o por escrito, monte a sua agenda propiciatória à execução do trabalho proposto.
            O seu planejamento de trabalho será inócuo se não organizar o seu material, o seu conteúdo instrumental adequadamente, que deve estar situado e exposto em um espaço tranqüilo, silencioso e privativo.
            Atente que para você estudar proveitosamente, as condições ambientais podem servir como estímulo.
        2. Preparando-se e aproveitando as aulas: o tempo no qual o aluno assiste às aulas é vital e precioso. Este tempo deve ser aproveitado intensamente pelo aluno, que está interessado em obter conhecimentos. 
Para tal ele deve:
1.      Manter-se em silêncio, sobretudo o silêncio interior.
2.         Aguçar a sua atenção, esforçando-se para reter as informações, mediante o exercício da compreensão e reflexão.
3.         Ter uma postura participativa nas salas de aula, anotando os dados relevantes e as idéias centrais das temáticas da aula.
Dialogar e questionar as dúvidas, as premissas e as inserções colocadas pelo professor.
O conteúdo desenvolvido em uma sala de aula é a orientação inicial, o ponto de partida para o estudante envolver-se em um processo de aprendizagem.
4.      Preparar anteriormente o assunto da aula que vai assistir.
Isto o conduzirá a manifestações críticas no recinto escolar, mantendo o relacionamento entre o que já sabe com as informações novas;
5. Elaboração de conclusões lógicas feitas sobre as discussões e exposições feitas.

3 – ESTUDAR EM CASA
O estudo em casa é o momento em que o estudante vai:
a)      Repensar sobre os tópicos desenvolvidos em aula;
b)      Ler ou reler e compreender detalhes significativos e que em aula não foram suscitados ou bem destacados;
c)      Memorizar os conceitos imprescindíveis à compreensão da matéria;
d)     Complementar o conteúdo de aula, com o que já se conhece e com pesquisas complementares;
e)      Decodificar termos e vocabulários técnicos que, contidos nos textos, dificultam a análise dos mesmos.
f)       Rever, organizar e/ou reorganizar os apontamentos feitos durante as aulas.
g)      Fazer leituras de textos complementares;
h)      Fazer exercícios de fixação.
Resumindo, o estudante interessado propõe-se, a nível acadêmico:
a)      a preparar-se para as aulas;
b)      a participar ativamente das aulas;
c)      a rever as aulas e omplementa-las com leituras, pesquisas e exercícios.
Terá sempre em mente que deve, sobre qualquer assunto a ser estudado:
a)      proceder a análises gerais;
b)      detectar temáticas;
c)      formular problemas;
d)     concluir questões;
e)      criticar e concluir.

4 - MÉTODOS E ESTRATÉGIAS DE ESTUDO
Inicialmente é bom destacar que há dois processos de estudo: individual e em grupo. A Universidade OHIO (USA) condensou as regras de estudo individual na seguinte fórmula: S (Survey – Pesquise), Q (Question – Pergunte), R (Read – Leia), R (Recite – Recite), R (Review – Reveja).
Segundo Morgan e Deese, este é um método de estudo individual aplicável por qualquer pessoa em qualquer área. Jogadores fazem reconhecimento prévio do gramado antes do jogo; viajantes consultam o mapa antes de empreender a viagem; o exército explora o terreno inimigo antes da batalha. É a pesquisa (S).
Para pesquisar um livro procede-se a uma leitura rápida do título, do sumário, da introdução, dos resumos no final dos capítulos, das orelhas, dos índices. Numa Segunda leitura rápida (passiva) do livro todo, capta-se a idéia geral do mesmo. Para pesquisar um capítulo, um artigo, deve-se ler os cabeçalhos títulos centrais e laterais.
A Segunda etapa é Pergunte (Q). De que trata o livro? O que sei do assunto? etc. É fazer perguntas para aprender. As perguntas podem ser formuladas pelo leitor, mentalmente, ou formalizadas por escrito, pelo autor, geralmente nos questionários.
O terceiro passo é a leitura ( R) ativa (Leia). Agora que você já tem uma idéia, embora difusa, mas geral, do conteúdo do livro ou do capítulo, leia refletidamente, concentrando-se em cada capítulo, por vez. Durante esta leitura, resolva dúvidas e faça transcrições (em fichas) dos trechos mais importantes. Faça um resumo ou esquema. Anote os termos mais importantes. Leia tudo: texto e notas. Ao terminar, relacione os capítulos entre si.
A Quarta etapa é Recite ( R). a recitação mental ou oral é de maior importância para se fixar idéias e conceitos. Interrompa periodicamente a leitura e tente lembrar-se do que leu, recitando em voz alta ou mentalmente.
Finalmente, Reveja (R). Terminada a leitura da obra, do capítulo, do artigo, reveja suas anotações para ver se nada importante foi omitido. Discorra oralmente sobre a obra com suas próprias palavras. A revisão é muito importante para a fixação da aprendizagem.
O estudo em grupo é um processo eminentemente interativo e que conduz à discussão temática, à fixação de concordâncias e discordâncias próprias ao pensamento científico. Este tipo de estudo conduz a posicionamentos ricos e conclusivos. É realizado em equipe, mas não dispensa o trabalho individual exigindo alguns requisitos:
a)           Estabelecer funções, tarefas e papéis;
b)           Dedicar-se plenamente ao desempenho de funções, tarefas e papéis.
c)           Direcionar as atividades, não só em torno dos interesses individuais, mas da perspectiva grupal;
d)          Os componentes precisam estar dispostos e aptos a desempenhar funções e papéis que fortaleçam o grupo;
e)           Reconhecer a necessidade de uma satisfatória comunicação interna do grupo;
f)            Verificar se os componentes estão aptos em seus métodos e competência de trabalho, bem como em harmonia.
O trabalho de estudar em grupo é, sem dúvida, uma técnica facilitadora para atender problemas da educação atual:
a)           muita coisa para aprender;
b)           uma população grande para aprender;
c)           tempo escasso para aprender.
“Ao participar do trabalho em grupo o estudante dedica o tempo de que dispõe ao estudo de uma parte do todo. Contudo, através da apresentação das tarefas executadas pelos colegas e das discussões necessárias à elaboração final do trabalho coletivo, aprende e absorve o todo – não apenas a parte que estudou individualmente” (2: 62).
O trabalho em grupo, na vida escolar, se identifica com o método de ensino e da aprendizagem, denominado Seminário.

5 -  SEMINÁRIOS
Seminário é um procedimento metodológico, que supõe o uso de técnicas (uma dinâmica de grupo) para o estudo e pesquisa em grupo sobre um assunto predeterminado.
O seminário pode assumir diversas formas, mas o objetivo é um só: leitura, análise e interpretação de textos, dados sobre apresentação de fenômenos e/ou dados quantitativos vistos sob o ângulo das expressões científicas: positivas, experimentais e humanas.
De qualquer maneira, um grupo que se propõe a desenvolver um seminário precisa estar ciente da necessidade de cumprir alguns passos:
a)           determinar um problema a ser trabalhado;
b)           definir a origem do problema e da hipótese;
c)           estabelecer o tema;
d)          compreender e explicar o tema-problema;
e)           dedicar-se à elaboração de um plano de investigação;
f)            definir fontes bibliográficas, observando alguns critérios;
g)           documentação e crítica bibliográfica;
h)           realização da pesquisa;
i)             elaboração de um texto-roteiro-didático, bibliográfico ou interpretativo.
Para a montagem e realização de um seminário há um procedimento básico:
1º O professor ou o coordenador geral fornece aos participantes um texto-roteiro apostilado, ou marca um tema de estudo que deve ser lido antes por todos, a fim de possibilitar a reflexão e a discussão.
2º Procede-se a leitura e discussão do texto-roteiro em pequenos grupos. Cada grupo terá um coordenador para manter a disciplina e um relator para anotar as conclusões particulares a que o grupo chegar.
3º Um dos grupos é designado para fazer:
a)            exposição temática do assunto, valendo-se para isso das mais variadas estratégias: exposição oral, quadro-negro, slides, cartazes, filmes etc. Trata-se de uma visão global do assunto e ao mesmo tempo aprofunda-se o tema em estudo;
b)            contextuar o tema ou unidade  de estudo na obra de onde foi retirado o texto, ou pensamento e contexto histórico-filosófico-cultural do autor;
c)            apresentar os principais conceitos, idéias e doutrinas e os momentos lógicos essenciais do texto (temática resumida, valendo-se também de outras fontes que não o texto em estudo);
d)           levantar os problemas sugeridos pelo  texto e apresentar os mesmos para discussão;
e)            fornecer bibliografia especializada sobre o assunto e se possível comentá-la.
4º Plenário – É a apresentação das conclusões dos grupos restantes. Cada grupo através de seu secretário ou relator apresenta as conclusões tiradas pelo grupo.
O coordenador geral ou professor faz a avaliação sobre o trabalho dos grupos especialmente do que atuou na apresentação, bem como uma síntese das conclusões.
Outros métodos e técnicas de desenvolvimento de um seminário podem ser acatados, desde que seja respeitado o plano de prontidão para a aprendizagem.
Finalizando apontamos que todo  tema de um seminário precisa conter em termos de roteiro as seguintes partes:
a)           introdução ou tema;
b)           desenvolvimento;
c)           conclusão.
Quer para estudar individualmente, quer para estudar em grupo ou para montar um seminário, algumas exigências são fundamentais:

6 - ESTUDO DO TEXTO
Para este item valemo-nos da competência maior do Prof. Antônio Joaquim Severino, que propõe o seguinte esquema de Leitura Analítica:
Análise textual;
Análise temática;
Análise interpretativa;
Problematização;
Síntese.
À Análise Textual cumpre resolver problemas próprios à primeira abordagem do texto. Estes problemas ligam-se: a) à delimitação da unidade de leitura: b) à busca de esclarecimentos próprios ao vocabulário; c) ao autor e co-autores; d) a doutrinas e fatos bem como à esquematização do texto.
A Análise Temática, prospecção mais avançada de um texto. Conduzirá o aluno a localizar a idéia central e secundária de um texto. Caminhará também para a localização da mensagem do autor, tendo como expressão o problema, a hipótese e a tese que o autor detecta como sendo relevante em seu processo de pesquisa, exposto agora em forma de relatório.
No que toca a Análise Interpretativa, o estudante ao analisar um texto assumirá posições próprias a respeito das idéias e das mensagens enunciadas.
A Problematização, penúltima abordagem do texto, tem como objetivo o levantamento de problemas importantes para serem constituídos focos de reflexão pessoal e de discussão em grupo.
Tem o leitor em vista discutir e refletir as questões situadas implícita e/ou explicitamente no texto.
A Síntese é o momento de reorganização intelectual e lógica do texto analisado.
Pois bem, você aluno que faz uma leitura analítica, caminhe agora para a elaboração do resumo e do esquema.

2.9 DIRETRIZES PARA ELABORAÇÃO DE UMA  MONOGRAFIA CIENTÍFICA

Este capítulo vai tecer considerações sobre as exigências metodológicas da elaboração do trabalho científico e apresentar diretrizes para sua composição. Como as considerações e diretrizes são bastantes práticas e gerais, aplicam-se a todo o trabalho de natureza teórica, científica ou filosófica que deva ser de acordo com as diretrizes impostas à monografia científica.
           Na área do pensamento e da expressão filosófica e científica, certas exigências de organização prévia e de metodologia de execução se impõem. Já não se pode conceber, a não ser depois de amadurecido o raciocínio, a elaboração do trabalho científico ao sabor da inspiração intuitiva e espontânea, sem obediência a um plano e aplicação de um método.
          No caso da formação universitária, essas exigências garantem bom êxito bom aprendizagem e proporcionam tirocínio necessário para a amadurecimento intelectual. Ao lado, pois, da iniciação teórica e histórica à filosofia e à ciência, há iniciação metodológica à sua criação e expressão.
          A preparação metódica e planejada de um trabalho científico supõe uma seqüência de momentos, compreendendo as seguintes etapas:

1. determinação do tema-problema do trabalho;
2. levantamento da bibliografia referente a esse tema;
3. leitura e documentação dessa bibliografia após seleção;
4. construção lógica do trabalho;
5. redação do texto.
2.9.1 AS ETAPAS DA ELABORAÇÃO
     Determinação do Tema-problema-tese do trabalho
            Nesta primeira etapa, escolhe-se e determina-se o assunto sobre o qual versará o trabalho. Ainda quando o tema é proposto pelo professor, cabe ao aluno delimitar, com precisão, o tema indicado, ou seja, é preciso distingui-lo de temas afins, tendo presente o domínio sobre o qual vai trabalhar. Durante o estudo do tema delimitado pode ocorrer alguma alteração desta primeira delimitação, mas, ainda que isto seja freqüente, é necessário que o aluno inicie seu trabalho de posse de um tema bem definido.
           Mais do que objetivo em si do trabalho, é importante a perspectiva sobre o qual é tratado. Assim, uma coisa é escrever sobre a liberdade em geral, outra sobre a liberdade psicológica, outra sobre a liberdade política. O conteúdo do objeto do estudo pode ser o mesmo, mas as perspectivas sob as quais se faz esse estudo é o que determina o desenvolvimento do trabalho. Outras vezes o tema deve ser colocado numa estrutura de relações, pois o objetivo é estudado em relação a outro, importando mais essa relação do que os seus termos.
          Finalmente, tratando-se de trabalhos acadêmicos, com finalidades didáticas e propedêuticas, o tema escolhido ou delimitado deve deixar margem para a pesquisa positiva, bibliográfica ou de campo, com a necessária aprendizagem desses métodos de pesquisa, não sendo, portanto, o trabalho uma pura criação mental do aluno. Por isso, escolhe-se um tema já elaborado por outros, anteriormente, embora de outras perspectivas, para que haja obras a respeito dele, podendo o aluno pesquisar e consultar documentação para a realização do seu trabalho.
          Po outro lado, a visão clara do tema do trabalho, do assunto a ser tratado, a partir de determinada perspectiva, deve completar-se com sua colaboração em termos de problema. O raciocínio – parte essencial de um trabalho – não se desencadeia quando não se estabelece devidamente um problema. Em outras palavras, o tema deve ser problematizado. Toda argumentação, todo raciocínio desenvolvido num trabalho logicamente construído é uma demonstração que visa solucionar determinado problema. A gênese dessa problemática dar-se-á pela reflexão surgida por ocasião das leituras, dos debates, das experiências, da aprendizagem, enfim da vivência intelectual em meio ao estudo universitário e no ambiente científico e cultural.
          Portanto, antes da elaboração do trabalho, é preciso ter idéia clara do problema a ser resolvido, da dúvida a ser superada. Exige-se consciência da problemática específica relacionada com o tema abordado de determinada perspectiva, cuja natureza especificará o tipo e o método de pesquisa e de reflexão a serem utilizados no decorrer do trabalho.
          A colocação clara do problema desencadeia a formulação da hipótese geral a ser comprovada do decorrer do raciocínio. Quando o autor se define afinal por uma solução que pretende demonstrar no curso do trabalho, pode-se então falar de tese ou de idéia central de seu trabalho.
          O trabalho tem por objetivo último transmitir uma mensagem, comunicar o resultado final de uma pesquisa e de uma reflexão. Por isso, deve demonstrar uma única idéia, comprovar uma única hipótese, defender uma única tese, assumindo uma posição única relacionada com o problema específico levantado pela consideração do tema. Assim, a decisão, a opção por determinada posição, é posterior à discussão de possíveis alternativas.
            De qualquer modo, exige-se uma idéia daquilo que se pretende dizer a respeito do assunto escolhido e que se apresenta como uma tomada de posição sobre o tema-problema. Este adquire então a forma lógica de tese, de idéia central, ou seja, de proposição portadora da mensagem principal do trabalho que deverá ser demonstrada logicamente através do raciocínio. Todo discurso científico pretende demonstrar uma posição a respeito do tema problematizado.
             Ainda no âmbito dos trabalhos didáticos, o tema, o problema e a tese devem ser determinadas a partir de um texto. Neste caso, a etapa de delimitação temática é feita a partir de uma leitura analítica do mesmo.
              Nos casos de dissertação de mestrado e de tese de doutoramento, esta etapa nasce da experiência intelectual, leitura, discussão e reflexão.
              Na determinação do tema, do problema e da tese deve-se anunciar e garantir, senão na formulação técnica, pelos menos quanto ao significado, o caráter monográfico do trabalho. Isto quer dizer que a abordagem própria do trabalho científico deve ser a mais monográfica possível, atendo-se ao aspecto delimitado do tema a ser tratado. Tal exigência de maior restrição temática é tanto maior quanto mais científica for o tipo de trabalho a que se vise. Nas tese de doutoramento e nas dissertações de mestrado ela será a maior do que nos trabalhos didáticos, os quais, nem por isso, devem deixar de buscar e delimitação de sua temática.
              Distinguem-se três fases no amadurecimento de um trabalho: há o momento da invenção, da intuição, da descoberta, da formulação de hipótese, fase eminentemente lógica em que o pensamento é provocador, o espírito é atuante; logo após parte-se para a pesquisa positiva, seja experimental, seja de campo ou bibliografia. Nesta etapa, o espírito é posto diante dos fatos, de outras idéias; há a oportunidade de cotejar as primeiras intuições alheias  com fatos objetivos. Do confronto nasce uma posição amadurecida. Abandonam-se algumas idéias, acrescentam-se outras novas, reformulam-se outras. Isto quer dizer que a primeira formulação não é necessariamente definitiva: inicialmente, do ponto de vista lógica, será tão-somente provisória. Já na terceira etapa, ou seja, no momento em que, amadurecida uma posição, se parte para a composição do trabalho, então é preciso estar de posse de uma formulação definitiva, que poderá confirmar a primeira ou ser modificada.

 Levantamento da Bibliografia

              Estabelecido e delimitado o tema de trabalho e formulados o problema e a hipótese, o próximo passo é o levantamento da documentação existente sobre o assunto. É uma fase heurística, ciência, técnica e arte da pesquisa de documentos. Desencadeia-se uma série de procedimentos para a localização e busca metódica dos documentos que possam interessar ao tema discutido.
Tais documentos se definem pela natureza dos temas estudados e pelas áreas em que os trabalhos se situam. Tratando-se de trabalhos no âmbito da reflexão teórica, tais documentos são basicamente textos: livros, artigos, etc.
 A bibliografia como técnica tem por objetivo a descrição e a classificação dos livros e documentos similares, segundo critérios, tais como autor, gênero literário, conteúdo temático, data, etc. Dessa técnica resultam repertório, boletins, catálogos bibliográficos. E é a eles que se deve recorrer quando se visa elaborar a bibliografia especial referente ao tema de trabalho. Fala-se de bibliografia especial porque a escolha das obras deve ser criteriosa, retendo apenas aquelas que interessem especificamente ao assunto tratado.
Os repertórios, os boletins e os catálogos são obras especializadas no levantamento das publicações, indistintamente de todas as áreas ou restritas a áreas determinadas. Assim, existem repertórios de filosofia que só assinalam obras referentes à filosofia. O mesmo acontece com as demais áreas do saber.
Os estudiosos encontram suas fontes de pesquisa também nas grandes enciclopédias, nos dicionários especializados, nas monografias, nos tratados, nos textos didáticos, nas revistas de informações bibliográficas para os trabalhos de cunho científico como os fichários das bibliotecas. Tais fichários catalogam livros, seja pelo critério de autor, seja pelo critério de assunto. No primeiro caso, através do nome de um autor identifica-se, pela ordem alfabética, as respectivas fichas; já no fichário por assuntos, as obras são classificadas de acordo com números-códigos estabelecidos por sistemas universais de classificação temática. Neste caso, identifica-se o número sob o qual o assunto é classificado, para o que se deve consultar o índice de assuntos que se encontra num pequeno arquivo junto aos fichários gerais na ante-sala das bibliotecas e, em seguida, procuram-se no fichário de assuntos as respectivas fichas, pela ordem numérica.
As informações colhidas pela heurística devem ser transcritas primeiramente nas fichas bibliográficas. Na face dessas fichas são transcritos os dados referentes ao documento em si, conforme as técnicas bibliográficas. A seguir, assinalam-se com grande proveito os códigos das bibliotecas onde se encontra o documento, as resenhas do documento e eventualmente alguma rápida apreciação. Como essas fichas são a base de qualquer trabalho científico, todo estudioso deveria formar um fichário na sua especialidade, o que lhe seria de extrema utilidade no momento de qualquer pesquisa.
 Leitura e Documentação
               Terminado o levantamento bibliográfico, é chegado o momento de iniciar o trabalho da pesquisa propriamente dita, o momento da leitura e da documentação.
a) O plano provisório do trabalho
              Antes de começar a leitura, o aluno elabora um roteiro de seu trabalho. Trata-se de uma primeira estruturação do trabalho, baseada em grandes idéias oriundas dos vários aspectos que pode ter um problema referente ao assunto estudado. São estas idéias que nortearão a leitura e a pesquisa que se iniciam. Essa etapa é fundamental, pois que sem uma idéia-diretriz na mente será impossível delimitar as grandes linhas que serão as colunas mestras do trabalho. Essas idéias são percebidas intuitivamente pelo aluno ou são frutos da sugestão do próprio problema levantado pela tese ou ainda de alguma insinuação de estudos anteriores. Essas idéias exercem o papel de chamariz, são elas que mostram nos textos lidos aqueles elementos que devem ser retidos para aproveitamento na composição do trabalho.
             Esse roteiro provisório será reformulado no decorrer do trabalho. Novas idéias surgirão, exigidas pelas primeiras, outras perderão o valor. O plano definitivo só será estabelecido no final pesquisa positiva.
b) A leitura da documentação
               De posse de um roteiro de idéias, parta-se para a análise dos documentos em busca de elementos que se revelem importantes para o trabalho.
                A primeira medida, no entanto, é operar uma triagem em todo o material recolhido durante a elaboração da bibliografia. Nem tudo será necessariamente lido, pois nem tudo interessará devidamente ao tema a ser estudado. Os documentos que se revelem pouco pertinentes ao tema serão deixados de lado. Para presidir a essa triagem, utilizem-se as resenhas, que permitem avaliar a utilidade do documento em questão. Na falta delas, além da opinião de especialistas, o melhor caminho é tomar contato direto com a obra, lendo seu índice, o prefácio, a introdução, as “orelhas”, assim como algumas passagens do seu texto, até o momento em que se possa ter dela uma opinião bem formulada.
             Uma vez definidos os documentos a serem pesquisados, procede-se à leitura combinando o critério de atualidade com o critério da generalidade para o estabelecimento da ordem da leitura. Inicia-se pelos textos mais recentes e mais gerais, indo para os mais antigos e mais particulares. As obras recentes geralmente retomam as contribuições significativas do passado, dispensando assim uma volta a textos superados. Há de se observar, contudo, que obras clássicas dificilmente perdem seu valor de atualidade. Já na questão da generalidade, atentar para as condições de quem está fazendo o trabalho, levando em conta o nível em que se encontra, a dificuldade do tema, a familiaridade do autor com o assunto e com a área em que é tratado. Feitas essas ressalvas, a ordem lógica é partir das obras gerais – enciclopédias, dicionários, tratados, etc., chegando às monografias especializadas e aos artigos de revistas, muito importantes devido a sua atualidade.
              A essa altura dá-se início à leitura. Note-se, contudo, que já não se trata de uma leitura analítica desses documentos em vista da reconstituição do processo do raciocínio do autor. Mesmo quando a leitura integral do texto se fizer necessária, ela será feita tendo em vista o aproveitamento direto apenas daqueles elementos que sirvam para nuclear as idéias do novo raciocínio que se desenvolve. Os elementos a serem recolhidos visam reforçar, apoiar as idéias pessoais formuladas pelo autor do trabalho. Esses elementos retirados das várias fontes dão às várias afirmações do autor, além do material sobre qual se trabalha, a garantia de maior objetividade fundada no testemunho e na verificação de outros pensadores.
c) A documentação  
             À medida que se procede à leitura e que elementos importantes vão surgindo, faz-se a documentação. Trata-se de tomar nota de todos os elementos a serão utilizados na elaboração do trabalho científico.
                Quando se fala aqui de documentação, refere-se à tomada de apontamentos durante a leitura de consulta e pesquisa. Esses apontamentos servem de matéria-prima para o trabalho e funcionam como um primeiro estágio de rascunho. É desaconselhável tomar notas em cadernos, de maneira seqüencial, assim como também não é prático assinalar no próprio texto as passagens importantes que eventualmente serão aproveitadas através de citações na redação final do trabalho. Essa técnica, se tiver alguma utilidade, só a terá para a leitura analítica.
        Os elementos julgados válidos devem ser transcritos nas fichas de documentação. Mas o que exatamente e como se deve transcrever na ficha de documentação? Passa-se para a ficha alguma passagem completa do texto que se lê, caso que se deve transcrever  ao pé da letra, colocando-se tudo entre aspas e citando a fonte; em outros casos faz-se apenas a síntese das idéias em questão; nesta hipótese, as aspas são dispensadas, mas mantém-se a citação da fonte. Conforme o hábito pessoal, a transcrição nas fichas será feita interrompendo-se a leitura (o que é mais aconselhável) ou, então, primeiramente será feita uma leitura completa do texto pesquisado, assinalando levemente as passagens importantes, transcrevendo-as a seguir.
       As fichas de documentação contêm, além do corpo da citação e referências indicadoras da fonte, um título e um subtítulo que permitem indentificá-la e classificá-la. Esses títulos, colocados no alto à direita, são definidos pelas idéias diretrizes do roteiro provisório. Igualmente, quando surge uma idéia nova, um aspecto até então desapercebido, lança-se um novo título nas fichas de documentação e o material passa a fazer parte do plano de trabalho.
       A Técnica da documentação em fichas tem, do ponto de vista didático, no contexto universitário brasileiro, a vantagem de permitir eficiência no trabalho em equipe, garantindo a participação complementar de todos os membros do grupo. Com efeito, parte-se de um roteiro comum e os integrantes da equipe pesquisam isoladamente, cada um lendo e documentando textos diferentes. No fim das pesquisas, as fichas de fontes diferentes são agrupadas conforme os temas definidos pelos títulos e subtítulos, faltando apenas a construção posterior do trabalho. As fichas são redistribuídas de acordo com os vários momentos do trabalho, cabendo a cada participante da equipe compor uma parte do trabalho.
        Durante a pesquisa, ou em outras circunstâncias da vivência intelectual, o leitor sempre pode ter idéias próprias sobre algum dos tópicos que está discutindo. As fichas de documentação servem também para registrar essas idéias que, se não forem logo gravadas, acabam perdendo-se. Enfim, nesta fase do trabalho, tudo o que interessar ao mesmo deverá ser transposto para as fichas que formarão o acervo do material com o qual se trabalhará na construção formal do novo texto.                                     

2.9.2 A Construção Lógica do Trabalho Cientifico
         Construção lógica ou síntese é a coordenação inteligente das idéias conforme as exigências racionais da sistematização própria do trabalho. Pode acontecer que, devido a desdobramentos ocorridos durante a pesquisa, se faça necessária uma reformulação do roteiro provisório para o estabelecimento do plano definitivo.
         A ordem lógica do pensamento de quem escreve pode não coincidir com a ordem de descoberta e de intuição do autor. Isto é normal, já que o pensamento expresso não pode perder de vista a finalidade que tem de comunicar ao leitor essas descobertas. Por isso, o que interessa antes de tudo é a inteligibilidade do texto.
         A construção lógica do trabalho é o arranjo encadeado dos raciocínios utilizados para a demonstração da hipótese formulada no início. Naturalmente, esses raciocínios, em trabalhos que comportem elementos de pesquisa positiva de bibliografia, como na maioria dos trabalhos acadêmicos, são formuladas a partir dos dados colhidos nas fontes consultadas e a partir das idéias descobertas pela reflexão do autor.
       Todo trabalho científico, seja ele uma tese, um texto didático, um artigo ou uma simples resenha deve constituir uma totalidade de inteligibilidade, estruturalmente orgânica, deve formar uma unidade com sentido intrínseco e autônomo para o leitor que não participou de sua elaboração para que internamente as partes se concatenem logicamente.
        Concretamente. Isto quer dizer que as partes do trabalho, seus capítulos e, no interior deles, os parágrafos devem ter uma conseqüência lógica rigorosa determinada pela estrutura do discurso. Não basta que as preposições tenham sentido em si mesmas: é necessário que o sentido esteja logicamente inserindo no contexto do discurso e da redação.
       Do ponto de vista da estrutura formal, o trabalho tem três partes fundamentais: a introdução, o desenvolvimento e a conclusão. É dentro desta estrutura que se desenvolverá o raciocínio demonstrativo do discurso em questão.
       A introdução, quando for  o caso, levanta o estado da questão, mostrando o que já foi escrito a respeito do tema e assinalando a relevância e o interesse do trabalho. Em todos os casos, manifesta as intenções do autor e os objetivos do trabalho, enunciando seu tema, seu problema, sua tese e os procedimentos que serão adotados para o desenvolvimento do raciocínio. Encerra-se com uma justificação do plano de trabalho. Lendo a introdução, o leitor deve sentir-se esclarecido a respeito do teor da problematização do tema do trabalho, assim como a respeito da natureza do raciocínio a ser desenvolvido. Evitem-se intermináveis retrospectos históricos, a  apresentação precipitada dos resultados, os discursos grandiloqüentes. Deve ser sintética a versar única e exclusivamente sobre a temática intrínseca do trabalho. Note-se que é a última parte do trabalho a ser escrita.
          O desenvolvimento corresponde ao corpo do trabalho e será estruturado conforme as necessidades do plano definitivo da obra. As subdivisões dos tópicos do plano lógico, os itens, seções, capítulos, etc. surgem da exigência da logicidade e da necessidade de clareza e não de um critério puramente espacial. Não basta enumerar simetricamente os vários itens: é preciso que haja subtítulos portadores de sentido. Em trabalhos científicos, todos os títulos de capítulos ou de outros itens devem ser temáticos e expressivos, ou seja, devem dar a idéia exata do conteúdo do setor que estimulam.
           A fase de fundamentação lógica do tema deve ser exposta e provada; a reconstrução racional tem por objetivo explicar, discutir e demonstrar. Explicar é tornar evidente o que estava implícito, obscuro ou complexo; é descrever, classificar e definir. Discutir é comparar as várias posições que se entrechocam dialeticamente. Demonstrar é aplicar a argumentação apropriada à natureza do trabalho. É partir de verdades garantidas para novas verdades.
            A conclusão é a síntese para a qual caminha o trabalho. Será breve e visará recapitular sinteticamente os resultados da pesquisa elaborada até então. Se o trabalho visar resolver uma tese-problema e se, para tal, o autor desenvolver uma ou várias hipóteses, através do raciocínio, a conclusão aparecerá como um balanço do empreendimento. O autor manifestará seu ponto de vista sobre os resultados obtidos, sobre o alcance dos mesmos.
           Quando o trabalho é essencialmente analítico e comporta uma pesquisa positiva sobre o pensamento de outros autores, esta conclusão pode ser fundamentalmente crítica. Quando, porém, a crítica é mais desenvolvida, entrará no corpo do trabalho como um capítulo.

2.9.3 A redação do Texto
          A fase de redação consiste na expressão literária do raciocínio desenvolvido no trabalho. Guiando-se pelas exigências próprias da construção lógica, o autor redige o texto, confrontando as fichas de documentação, criando o texto redacional em que vão inserir-se. Uma vez de posse do encadeamento lógico do pensamento, esse trabalho é apenas uma questão de comunicação literária.
          Recomenda-se que a montagem do trabalho seja feita através de uma primeira redação de rascunho. Terminada a primeira composição, sua leitura completa permitirá uma revisão adequada do todo e a correção de possíveis falhas lógicas ou redacionais. Apesar da clareza e eficiência que o método de fichas possibilita para a redação do trabalho, muitos aspectos desnecessários acabam sobrando no mesmo e só depois de uma leitura atenta podem ser eliminados.
         Em trabalhos científicos, impõe-se estilo sóbrio e preciso, importando mais clareza do que qualquer outra características estilística. A terminologia técnica só será usada quando necessária ou em trabalhos especializados, nível em que já se tornou terminologia básica. De qualquer modo, é preciso que o leitor entenda o raciocínio e as idéias do autor sem ser impedido por uma linguagem hermética ou esotérica. Igualmente evitem-se a pomposidade pretensiosa, o verbalismo vazio, as fórmulas feitas e a linguagem sentimental. O estilo do texto será determinado pela natureza do raciocínio específico às várias áreas de saber em que se situa o trabalho.
 A construção do Parágrafo     
        De um ponto de vista da relação do texto, é importante ressaltar a questão da construção do parágrafo. O parágrafo é uma parte do texto que tem por finalidade expressar as etapas do raciocínio. Por isso, a seqüência dos parágrafos, o seu tamanho e sua complexidade dependem da sua própria natureza do raciocínio desenvolvido. Duas tendências são incorretas: ou o excesso de parágrafos – praticamente cada frase é tida como um novo parágrafo ou a ausência de parágrafos. Como a paragrafação representa, ao nível do texto, as articulações do raciocínio, percebe-se então a insegurança de que assim escreve. Neste caso, é como se as idéias e as proposições a elas correspondentes tivessem as mesmas funções, a mesma relevância no desenvolvimento do discurso e como se este não tivesse articulações.
      A mudança de parágrafos toda a vez que se avança na seqüência do raciocínio marca o fim de uma etapa e o começo de outra.
      A estrutura do parágrafo reproduz a estrutura do próprio trabalho; constitui-se de uma introdução, de um corpo e de uma conclusão.
      Na introdução, anuncia-se o que se pretende dizer; no corpo desenvolve-se a idéia anunciada; na conclusão; resume-se ou sintetiza-se o que se conseguiu.
      Dependendo da natureza do texto e do  raciocínio que lhe é subjacente, o parágrafo representa a exposição de um raciocínio comum, ou seja, comporta premissas e conclusão.
     Portanto, a articulação de um texto em parágrafos está intimamente vinculada à estrutura lógica do raciocínio desenvolvido. É por isso mesmo que, na maioria das vezes, esses parágrafos são iniciados com conjunções que indicam as várias formas de se passar de uma etapa lógica à outra.
 Conclusão                                                 
      A relação do trabalho exige o domínio prático de todo um instrumental técnico que deve ser utilizado devidamente. Como em outros setores da metodologia, aqui também há muitas divergências nas orientações. As diretrizes que se seguem pretendem ser as mais prática possíveis e visam atingir os trabalhos didáticos mais comum à vida universitária. São normas gerais que, no caso de trabalhos específicos, como as dissertações de mestrado e as teses de doutoramento, precisam ser complementadas com as exigências que lhes são específicas.




                     






















FACETE - FACULDADE DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DO PARÁ
Curso: ................................................................................
Disciplina: Metodologia do Trabalho Científico
Professora: Jacob Moura
IDENTIFICAR A IDÉIA CENTRAL DOS PARÁGRAFOS A SEGUIR:

1.                  "Certa vez uma rã viu um boi no prado e, cheia de inveja por tamanha corpulência, começou a inchar a rugosa pele, perguntando, em seguida, a seus filhotes se ficara maior que o boi. Eles responderam que não. De novo se esticou com maior esforço e da mesma forma, indagou a seus filhotes quem era maior. As rãzinhas disseram-lhe que era o boi. Contrariada com sua pequenez, tentou ainda inchar-se, morreu arrebentada."''
Fábulas de Esopo / Complicação Russel Ash Bemard Higton;
Tradução; Heloísa Johon. - São Paulo: Companhia das Letrinhas, 1994

2.                  "LOS ANGELES, EUA - Uma americana de 70 anos, que sofria do Mal de Alzheimer e diabetes, foi extraviada num vôo da American Airlines. 'Trataram-na pior que a bagagem", diz o marido, Joe Dabney, 63 anos, após cinco meses de busca, sem resultado por sua esposa Margie. Joe pede US$ l0 milhões de indenização e acusa a empresa de negligência, ruptura de contrato e incompetência. “Eles rastearam e encontraram as malas, mas não encontraram minha mulher. Não entendo como deixaram que isso ocorresse”, acrescenta.
Jornal do Brasil. 30/04/2002

3.                  "Um efeito da era digital que ninguém previu, está tirando o humor dos ambientalistas. Até 2004, deverão ser descartados 315 milhões de micros em todo o planeta. O entulho conta com a contribuição dos brasileiros: calcula-se que 850 mil máquinas ficarão obsoletas por aqui até o fim de 2001. Muitas peças eletrônicas são feitas de metais pesados, como mercúrio, níquel, cádmio, arsênico e chumbo, como efeitos tóxicos para a saúde do ser humano."
FARACO & PEZZA, Prática de texto. São Paulo: Vozes. 2002.

4.                  "De criança abandonada a filho adotado em menos de 24 horas. Um bebê com aproximadamente uma semana de vida foi encontrado, ontem à noite, junto ao pneu de um carro estacionado em frente ao número 75 da Rua General Mário Hermes, no jardim Guanabara, ilha do Governador. Alertada pelo choro da criança, uma vizinha telefonou para a dona do veículo, a estudante de Educação Física Marcele Gomes Savarri, 24 anos. Que imediatamente recolheu o menino. Depois de passar por uma delegacia e por um hospital, ele foi levado ontem para o Juizado de Menores, onde os pais adotivos já o esperavam."
O GLOBO, quinta-feira 29 de agosto de2002.

5.                  "Nhara era um velho índio que sofria muito com a falta de alimento com que lutava sua tribo. Resolveu, então, oferecer sua vida a Tupã para sacrifício, para que resultasse em bom alimento para os índios. Ordenou, pois, a seus filhos que o arrastassem pelo chão até morrer. Os filhos de Nhara derramaram muitas lágrimas, mas tiveram de cumprir a ordem do velho pai. Três luas depois, quando voltaram ao lugar onde tinham enterrado Nhara, viram o campo coberto de uma planta estranha, cheia de espigas douradas. Deram-lhe o nome de milho. Junto crescia outra planta enrolada em sua haste. Era o feijão. Eis porque, ainda hoje, o povo costuma plantar o feijão na cova do milho. E para recordar como apareceram pela primeira vez."
SANTOS, Theobaldo Miranda. Vamos estudar. Editora Agir.
                                          

Falar e escrever bem!
O domínio do idioma é hoje elemento de primeira necessidade, seja na vida pessoal ou profissional.

Você elaborou mentalmente inúmeras vezes o seu pedido de transferência de departamento e na hora H - a exem­plo dos diversos ensaios - foi um fiasco. Não encontrou as palavras certas, não conseguiu ser convincente e seu superior encerrou o assunto no primeiro argumento. Você estreou em um novo cargo e sua apresentação à nova equipe foi lastimável, o discurso foi desconexo e sem objetividade. Fora da esfera profissional, as dificul­dades não são diferentes. Um suposto amigo foi desleal e você ensaiou um monólogo indignado e magnâmico. Na hora (prejudicado pelo nervosis­mo, é verdade), o discurso saiu pie­gas, sem força argumentativa, faltan­do palavras...
Quando se trata da escrita, o re­sultado não é muito diferente. Para redigir uma proposta são dias e dias de trabalho árduo. Um e-mail impor­tante, então, é uma grande e dolorosa jornada com direito a várias expedi­ções ao dicionário. E o tormento não tem fim. Um dia depois de um texto enviado, você encontra uma avalan­cha de erros, desde os vergonhosos ortográficos até os de interpretação, porém, tarde demais... Já está nas mãos do destinatário. O seu despreparo e sua inabilidade no idioma já foram documentados, já têm teste­munhas, já são públicos...
A dificuldade com o idioma não é nova, mas ela nunca foi tão notada e apreciada como atualmente. Na vida pessoal, o domínio do idioma pode ser a base de projetos de vida bem-sucedidos e no campo profissional pode fazer a diferença entre emprego e desemprego.
Se, socialmente, um indivíduo que se expressa ou escreve mal é visto com ressalvas, na esfera profis­sional, as ressalvas multiplicam-se com uma agravante: a desconfiança não fica restrita à habilidade de co­municação, a competência profissio­nal também é questionada.
Sem contar, que a forma como você se expressa, seja oralmente ou por escrito, é o indicativo primeiro do seu grau de instrução, sua postura diante da vida, seu tipo de personali­dade. Quem escreve e fala bem de­monstra pensamento sistematizado, raciocínio lógico, clareza de idéias...
É como se a sua forma de se co­municar "contasse" um pouco da sua história. E mais do que isso: é o meio que você utiliza para se relacionar com as outras pessoas, com o mundo.

Português fluente?

Tempos globais, a exigência hoje é de um terceiro idioma (o inglês já é uma espécie de pressuposto), porém, muitos estão se dedicando ao aprimoramento do seu primeiro idioma. Os sinais estão por toda parte. Nunca foram publicados tantos livros sobre o uso correio do idioma; há sites que literalmente dão aulas do idioma e tiram dúvidas via internet, como, por exemplo,  www.portugues.com.br e www.gramaticaonline.com.br; aulas de português na televisão e no radio. Sem contar que bons profissionais deste ramo, como o professor de por­tuguês Pasquale Cipro Neto, e o de expressão verbal Reinaldo Polito, ganharam status de celebridade. São convidados para palestras com auditó­rios lotados, participam de programas de entrevistas, disparam o índice de audiência de programas de auditório.


Dificuldade coletiva

Apesar da preocupação com o domínio efetivo do idioma, a reali­dade é que a maioria dos brasileiros tem um nível de conhecimento sofrí­vel e poucos são os que dominam a norma culta do idioma. Tanto, que o domínio do português passou de obrigação a diferencial. E esta não é uma realidade nova.
Há anos a prova de língua por­tuguesa (gramática, literatura e a temida redação) é eliminatória nos vestibulares do País para qualquer curso, mesmo para os ligados às disciplinas de Exatas e Biológicas. Para ingressar no mercado de traba­lho, a exigência permanece no pro­cesso seletivo. Por motivos óbvios. Afinal, na era do conhecimento e da informação, uma comunicação com clareza e objetividade é obrigatória.

Alicerce humano

Se você sempre encheu o peito para declarar o seu ódio ao idioma e na escolha do curso universitário fugiu das carreiras da área de humanas para livrar-se do incômodo de estudar a língua portuguesa... pior para você. A linguagem é a base de tudo. Sem ela, o domínio de todos os outros aprendiza­dos fica comprometido. Sem dizer que não há mais lugar para o engenheiro que não sabe redigir um relatório, o médico que não tem habilidade para "traduzir-se" para o paciente, o líder - de qualquer segmento - que não con­segue conduzir uma reunião com começo, meio e fim.
E mais: o mundo do trabalho, com o avanço tecnológico, mudou muito... Hoje predominam a força do trabalho em equipe, negociações. fusões, cooperações. Ações estas que exigem habilidade para comunicação articulada, fluente, clara.
Aqueles que só se preocuparam com o ato de falar saibam que grande parte da comunicação com o merca­do, que antes era feita por telefone, agora é feita por e-mail. Já imaginou a idéia que um cliente poderá fazer de você e da sua empresa vendo erros grosseiros de troca de "s" por "ç", crimes com as conjugações verbais e, pior, texto confuso, desconexo...

Vários passos para trás

E verdade que a exigência hoje - principalmente nos mercados das grandes cidades, mais exigentes e seletivos - é de um domínio avança­do do português. Porém, é preciso que se encare que só uma minoria domina o idioma. O brasileiro médio está longe do domínio que seria ra­zoável para a língua. De acordo com a consultora empresarial em língua portuguesa Laurinda Orion, autora do livro Manual de redação para executivos (Editora Madras), muitos não dominam a parte formal do idi­oma. Sabem, mas não sabem bem, falam e são entendidos. Mas há vá­rios níveis de aprendizado e de uso do idioma.
"Há muitos analfabetos funcio­nais. Entendem, mas não sabem falar sobre aquilo."Lêem, mas não sabem redigir um texto sobre o assunto. Não sabem literatura, gramática, redação. Não sabem o que é prosa, o que é dissertação. “Já aconteceu, em muitos cursos para pessoas de nível superior, alguns deixarem de fazer algum exercício porque não sabiam o que era escrever em prosa", diz ela.
Segundo o professor Reinaldo Polito, o maior estudioso em expressão verbal do Brasil, há cerca de 30,5% de analfabetos funcionais no País. Pesso­as que aprenderam a ler e a escrever e não sabem como usar isso. "Há muitas pessoas bem preparadas que não sa­bem transmitir o que conhecem. Falam mal, expressam-se mal ou simples­mente não falam", diz Polito.
"A forma como você fala e es­creve mostra e mede o seu preparo, a sua formação. Se um profissional comete erros de concordância, de vocabulário, poderá ser avaliado co­mo alguém sem preparo, com lacunas na sua formação e sua credibilidade e competência como profissional pode­rão ser postas em causa e até diminu­ídas. Para cada atividade há exigên­cias diferentes. Porém, hoje na vida profissional não se admitem deficiên­cias na expressão verbal e escrita. E claro que isto prejudica mais um ad­vogado, por exemplo, mas também prejudica o engenheiro. A maneira como você se expressa não pode comprometer a qualidade do conhe­cimento que você tem", diz Polito.
Ok. Você sabe disso, conhece as suas deficiências e já encontrou a solução: a partir de agora, vai se dis­farçar de samambaia nas reuniões, vai... Pasquale Cipro Neto, o profes­sor de português mais famoso do Brasil, diz que os novos tempos exi­gem que se abra a boca. “O abrir a boca é dominar o idioma, com conte­údo, com clareza, é ser convincente, saber estruturar as informações. Quem não abre a boca hoje está per­dido. E quem abre a boca melhor, sai-se melhor", afirma.


Um bom texto,
faz favor!

A maestria de Machado de Assis, a contundência de Nelson Rodrigues, a argumentação de Padre Vieira... O bom texto consegue-se com trei­no, treino e muito treino.

Ortografia impecável, concordân­cia e conjugação verbal vá lá... Mas, conteúdo, clareza, objetividade? Exatamente. A exigência atual vai além de um texto sem erros de ortografia e com começo, meio e fim. Na era da agilidade da informação a exigência é a habilidade para redigir ou falar de forma clara, objetiva e concisa.
É. O caminho é árduo e não tem fim. Mas com estudo, o cultivo de alguns hábitos e treino você pode melhorar a cada dia.

Sem preconceito - Primeiro de tudo livre-se do fantasma que sobrevoa o "curso de português". Independentemente da sua idade ou do seu grau de escolaridade, estudar o idioma mostra que você atingiu um grau de maturidade e sofisticação extrema. Indica seriedade e preocu­pação com o seu desenvolvimento. Não tenha medo de mencionar até mesmo no seu currículo. Estudar a língua portuguesa é um diferencial. Outra coisa: a reciclagem no estudo faz com que você se livre dos pre­conceitos, mitos e teorias ultrapassa­das que insistem em rondar o idioma.

Realismo e disciplina - se­gundo os especialistas, um ponto importante que precisa ser encarado é que o estudo do idioma é eterno. "Não tem fim. É um eterno desafio", diz Pasquale. O professor explica ainda que a tarefa vai além do estudo permanente, inclui também uma postura favorável ao aprendizado continuo. "E preciso estar inquieto, ser curioso, é preciso pesquisar", completa. De acordo com Laurinda Grion, a busca deve ser o errar me nos, porque o erro vai sempre acontecer, é inevitável: "A língua portu­guesa é complexa", diz.

Reciclagem e atualização - Isto é feito com leitura atenta da jornais, revistas, observar os outros". Cursos de reciclagem em ortografia, análise sintática, redação são fundamentais, princi­palmente para que você se liberte de certos conceitos errados. “Afinal, quem é que nunca ouviu falar que vírgula serve para respirar?”, pergunta Pasquale.

Gramática? - O ensino do idioma melhorou muito. Há bons cursos e o inadequado método de decorar regras já ficou para trás. Pasquale afirma que é necessário dominar certos mecanismos, o resto é entendimento. "Gramática não é o um. Nunca foi e nunca será. Ela é o meio. Fico doido com perguntas de certo e errado. Depende. Tudo de­pende", diz ele.
Para quem tem medo de nomen­claturas e teorias complicadas, o con­selho é não se preocupar. Pasquale afirma que muitas vezes nem é neces­sária a utilização de terminologia e dá um exemplo: há dificuldade de enten­der o tempo verbal "passado (pretérito) mais-que-perfeito". Vamos lá. O passado perfeito refere-se a uma ação inteira, completa. Um passado feito completamente, acabado até o fim. Portanto, passado perfeito: eu fiz o pacote. No passado mais-que-perfeito a conjugação é fizera. "Quando ela chegou (passado perfeito) eu já fizera (mais-que-perfeito) o pacote." É uma ação mais velha do que o passado perfeito, portanto é um passado "mais-que-perfeito".  Para aprender o português não é preciso decorar re­gras e palavras difíceis.

Cultive o hábito de ler – Pasquale afirma que o exercício que não pode faltar no aprimoramento do idioma é o ato de ler. E reconhece a dificuldade que envolve a leitura, principalmente na vida atual "Ler é uma atividade penosa, exige concen­tração, silêncio, raciocínio, solidão. “Ler não se faz com a galera, com a turma. Hoje as pessoas vivem em bando e tudo tem que ser feito em bando. Ler não é algo que se faz em bando. E o oposto disto. Em tempos de vida moderna, do celular, cadê a concentração? Cadê a solidão? Nestes tempos, ler é difícil", conclui. O pro­fessor acredita que há murta hipocri­sia. Não se enfrentam as coisas como elas são. "As pessoas querem o tempo todo confusão, se afastam de si, têm medo delas mesmas. Neste contexto não há espaço para a leitura."
É bom lembrar que para a apre­ensão do conteúdo (sem este compo­nente, a leitura é inútil) do que é lido é preciso acuidade intelectual, capa­cidade de abstração, refinamento, imaginação, sensibilidade. Caso con­trário, o leitor não entenderá a ironia, a metáfora, o simbolismo de certas narrativas... Pasquale conta que certa vez uma aluna pediu uma indicação de um livro que fosse rápido de ler, que não fosse "pesado". Ele indicou A metamorfose, de Franz Kafka. Dias depois, a aluna disse que havia come­çado, mas não havia terminado, pois não gostou do conteúdo de uma das maiores obras-primas da literatura mundial e explicou o motivo: "Credo! O sujeito vira uma barata!".
E por último, mas fundamental: ler com qualidade, com atenção, com reflexão e, se necessário, ler, reler.
Laurinda concorda e recomenda a leitura acompanhada de anotações sobre o texto. "A leitura deve ser vagarosa, prazerosa. Esqueça a idéia de ser rápido, de procurar literatura leve para começar e terminar um livro rapidamente”, completa.

Escreva hoje - O bom texto escrito não é um dom, é o resultado de muito treino. Vejo o método de escrita de alguns escritores famosos e observe o número de vezes que os seus textos foram reescritos. "Amar se aprende amando e escrever se aprende escrevendo", diz Pasquale. Mas, treino só não basta, é preciso expor o exercício da escrita.
"O texto deve ser submetido a al­guém. Até nos meios profissionais se faz isto, no jornalismo tem a dupla, onde os jornalistas trocam leituras de textos. Deve-se procurar este retomo de um jeito ou de outro, saber se o seu texto foi claro, se foi entendido. É pre­ciso perder o medo e a vergonha de expor o que foi escrito", diz o professor.

Pensar, conhecer - Porém, não se deixe seduzir por regras gra­maticais e técnicas de escrita. "Se fosse assim, todos os professores de português seriam escritores. Muitos não dominam regras e são excelentes escritores", diz Laurinda. O ato de escrever bem vai além. É preciso cultura, conhecimento, pensamento de qualidade, critica. "E preciso saber que o texto está ruim, ter disposição para refazer. E inspirar-se nos versos de Bilac: 'Lima, malteia, dá brilho'. É igual ao trabalho do ourives. É reescrever, lapidar, achar as palavras mais adequadas", continua ela.
Fonte: Revista Vencer! fevereiro 2003.





















BIBLIOGRAFIA

ACKOFF, Russel L. Planejamento de Pesquisa Social, São Paulo, Herdes, EDUSP, 1967.
ASTI VERA, Armando. Metodologia da Pesquisa Científica.  Porto Alegre, Globo, 1976.
BARBOSA FILHO, Manuel. Introdução à Pesquisa; métodos, técnicas e instrumentos.
2º ed. Rio de Janeiro, Livros Técnicos e  Científicos, 1980.
BARBOSA, Audil Jesus Paes de. Um guia para a  Iniciação científica, São Paulo, 1986.
SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do Trabalho Científico, 19ª ed.  São Paulo: Cortez
KOCHE, José Carlos. Fundamentos de Metodologia Científica. 4ª ed. Univ. Caxias do Sul – Escola de Teologia. São Lourenço de Brindes, Porto  Alegre, 1980.     
SANTOS, Antonio Raimundo dos. Metodologia cientifica: a construção do conhecimento. 6ª ed. Rio de Janeiro, DP&A, 2006.

OBS: Os textos contidos na presente obra foram extraídos, na integra dos livros supra indicados e de manuais de orientação de trabalhos científicos de algumas universidades e faculdades no Brasil.





AVALIAÇÃO DE METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO

MÓDULO 16-B


Aluno(a): 
Matrícula:
Cidade:
UF:
*Após leitura do módulo, siga estas instruções:
.Responda com coerência às perguntas propostas, não fugindo do que se pede;
.Transcreva de forma legível;
.Não rasure nenhum quesito;
.Entregue este material em perfeito estado;
.Segue folha anexa, para complementação de respostas, caso necessário.

1. Como constitui-se o processo de aprendizagem?
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2. Cite 03 ocasiões em que os objetivos do aluno são ameaçados?
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3. Com relação ao item anterior, quais medidas instrutivas resolveriam tais situações?
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4. Quais as etapas para a preparação metódica e planejada de um trabalho científico?
______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

5. O que é a construção lógica do trabalho?
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6. Do ponto de vista da estrutura formal, o trabalho tem três partes fundamentais. Cite quais?
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7. Verdadeiro (V) ou Falso (F).





Caixa de texto: (1) A Introdução 


(2) O Desenvolvimento 


(3) A Conclusão
Caixa de texto: (     ) Corresponde ao corpo do trabalho e será estruturado conforme as necessidades do plano definitivo da obra.
(   ) É a síntese para qual caminha o trabalho.

(       ) Manifesta as intenções do autor e os objetivos do trabalho, enunciando seu tema, seu problema, sua tese e os procedimentos que serão adotados para o desenvolvimento do raciocínio.


8. Quais o requisitos para a documentação bibliográfica?
_______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

9. Verdadeiro (V) ou Falso (F).

1-O seminário não exige a preparação prévia de todos os participantes (  )
2-A análise interpretativa serve de base para o resumo de um texto (  )
3-A elaboração dos dados consta de seleção, coleta e estrutura (  )
4-Bibliografia é um conjunto de obras sobre um certo assunto  em diversas épocas (  )

10. Como caracteriza-se o trabalho monográfico?
_______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

11. O que é na realidade o resumo do texto?
____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

12. Qual o papel das resenhas na vida científica dos estudantes?
____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

13. Quais os elementos bibliográficos imprescindíveis nas notas de rodapé?
____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

14. Verdadeiro (V) ou Falso (F).           

1-Resumindo um texto com suas próprias palavras, o estudante mantém-se fiel às idéias do autor sintetizado (  )
2-O fichamento não assume forma de documentação bibliográfica (  )
3-As resenhas são elaboradas com base nas diretrizes da leitura analítica (  )

15. Apresente a finalidade de bibliografia.
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16. Quais as etapas de preparação metódica e planejada de um trabalho científico?
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17. Como o resumo diferencia-se do esquema?
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18. Aponte as partes que todo tema de um seminário precisa conter.
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19. Descreva as três fases do amadurecimento de um trabalho.
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20. De forma sucinta, descreva as finalidades das notas de rodapé.
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3 comentários:

  1. È pelo conhecimento que conseguiremos nossa libertação.

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  2. obter respostas corretas

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  3. respostas corretas

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